O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/08/2020

Gonorreia, sífilis, HIV, clamídia. Diversas são as infecções e doenças que acometem, cada vez mais, os jovens brasileiros devido a condutas sexuais inseguras. Desse modo, é perceptível, tanto a necessidade de educação sexual eficaz na sociedade juvenil, quanto o preconceito enfrentado pelos que contraem as doenças e infecções.

Primeiramente, o aumento de transmissão de DSTs entre jovens advém de uma educação sexual deficitária. Isso porque, com a ascensão de métodos contraceptivos diferentes de preservativo ocorreu a banalização do mesmo, visto que muitos jovens não têm conhecimento da importância deste método de barreira  para  prevenção de doenças e não só para evitar gravidez. Nesse contexto, na série “Sex Education” é retratado um surto de DST entre os alunos de uma escola, que não usaram preservativo por falta de conhecimento sobre a importância deste método. Dessa forma, é evidente que a disseminação de informação sobre o contágio sexual de doenças é fundamental para a não banalização de métodos que evitam a propagação das doenças.

Ademais, os portadores de doenças sexuais convivem com preconceito diário, o que prejudica a saúde mental. Ou seja, enfrentar a exclusão social além de lidar com os sintomas neurológicos é uma bagagem pesada a ser carregada pelo psicológico. Nesse cenário, no filme “Cazuza”, o portador de HIV, personagem principal, é obrigado a suportar diversas consequências físicas e psíquicas devido a infecção. Logo, a saúde mental dos jovens fica extremamente vulnerável devido às doenças sexuais.

Em vista do exposto, para que o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros seja freado é preciso que o Ministério da Saúde promova uma campanha de conscientização da população jovem acerca da importância da prevenção, por meio de influenciadores digitais jovens - possuem a linguagem própria para comunicação com este grupo- de maneira a aumentar o convencimento dos mesmos e a mitigar este problema de saúde social.