O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/08/2020
Consoante a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado garantido mediante políticas públicas. Entretanto, no que tange às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o aumento da incidência dessas enfermidades entre os jovens tem raiz histórica e é reflexo de um Estado ineficiente.
Mormente, vale ressaltar que, diferentemente do que ocorreu nas décadas de 1980 e 1990, diversas doenças, como AIDS, já possuem tratamentos que possibilitam uma vida ativa dos portadores. Sendo assim, a imagem de ícones definhando, como Cazuza e Freddy Mercury, que gerava medo e receio, distanciou-se das gerações recentes propiciando comportamentos irresponsáveis.
Ademais, associado ao distanciamento histórico, há, também, a ineficiência do Estado em informar sobre o perigo das DST para os jovens. Ainda que direito a saúde seja garantido pela artigo 196 da Carta Magna, o Estado seguiu caminho análogo ao das novas gerações, afastando-se das campanhas e das responsabilidades de informar a população.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Ministério da Saúde deve, por meio de parcerias com meios de comunicação, promover campanhas de conscientização a fim de orientar a população mais jovem sobre os riscos de comportamentos sexuais irresponsáveis e as DSTs. Assim, as gerações mais recentes estarão mais a par dos perigos e o direito garantido pela Carta Cidadã será assegurado.