O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/08/2020

O Brasil vive uma crise em relação ao aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis persistente em toda sua sociedade. Segundo dados do Ministério da Saúde, os jovens são os mais propensos a adquirir essas infecções ainda no início da vida sexual. Esse cenário nefasto, ocorre não somente pela falta de campanhas publicitária de informações sexuais para além do carnaval, como também pela ausência da educação sexual na grade escolar.

Em primeira análise, é preciso ressaltar a falta de campanhas publicitárias acerca da prevenção sexual que sondem os jovens para além do carnaval. Se torna errôneo negligenciar que as transmissões ocorrem durante todo o ano e, por conseguinte focar as campanhas apenas para essa época, causando um apagamento na mente do jovem e até mesmo um mau entendimento sobre o uso de preservativos. Segundo a OMS, 65% dos jovens revelam que não acham necessário realizar exames periódicos, ou usar camisinha quando o parceiro é alguém conhecido, o que é uma das causas para o aumento das ISTs entre estes. De tal forma, é lucido apontar que a falta de campanhas informativas recorrentes, instalam uma nuvem de desinformação que se expande e acaba por agravar o problema.

Paralelo a isso, a ausência da educação sexual nas escolas também é um grande fator para essa problemática, visto que nos últimos anos tem-se tido uma resistência sobre o assunto ser implantando em ambiente escolar, acreditando que isso é um tema a ser tratado dentro de casa. Porém, em muitos lares brasileiros tal debate ainda é um tabu, revelando uma barreira de comunicação entre os jovens e seus responsáveis, sendo necessário, então, um ambiente seguro para essa abordagem. Em consonância com a psicóloga e sexóloga Laura Muller, a educação como forma de prevenção é mais prática e direta que todas as linhas posteriores de tratamentos. Dessa forma, é possível notar como levar essas discussões para dentro do ambiente escolar, é necessário, e a omissão dessa importância acaba por acarretar em jovens despreparados, sem orientação de ambas as partes.

Depreende-se, portanto, que o Estado deve não somente intensificar suas campanhas publicitárias em torno do assunto durante todo o ano, mas primordialmente promover a criação de projetos em ambiente escolar acerca da educação sexual, por meio da introdução de psicólogos preparados, com palestras educacionais e participativas, e rodas abertas de discussão com os pais e responsáveis por esses jovens. Espera-se, com isso, diminuir os crescentes números de DSTs na juventude do país, e oferecer um melhor entendimento para a comunidade como um todo, desfazendo o tabu que existe sobre a temática, fazendo valer o pensamento de Laura Muller, onde a educação como prevenção é o caminho sem curvas para esse combate.