O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/08/2020

No período histórico do Império Romano tornou-se comum, pelos homens, o uso íntimo da pele de carneiro durante as relações sexuais. Tal costume tinha como objetivo bloquear a transmissão de doenças por meio do sexo e evitar a gravidez indesejada. Porém, com o advento da Revolução Industrial e o avanço de tecnologias, a sociedade contemporânea aderiu ao preservativo, feito de látex, como o principal  método contraceptivo e de proteção à saúde. Entretanto, hodiernamente, nota-se o crescente desuso da técnica, principalmente pela população jovem do Brasil. Visto isso, entende-se que o tabu acerca das temáticas sexuais gera a banalização do uso da camisinha e acarreta o aumento do número de infectados por DSTs e ISTs no país.

Em primeira análise, deve-se destacar que a Sífilis, HIV e herpes genital são só algumas das infecções que assolam milhares de brasileiros no século XXI. Igualmente, os índices mundiais encontram-se em ascensão, como mostra a Organização Mundial da Saúde, por dia, são registrados 1 milhão de novos casos de portadores de doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, fica implícito o descaso coletivo nesse âmbito e reflete que a  falta de informações necessárias para a compreensão da gravidade dessas doenças colabora para que a proteção sexual aparente ser facultativa. Uma vez que a população encara com seriedade as consequências devastadoras que o sexo desprotegido causa na vida social e na saúde dos indivíduos praticantes dele, considera-se a adoção da camisinha como imprescindível em todas as interações sexuais.

Ademais, o principal fator para a banalização das infecções sexualmente transmissíveis é a discreta abordagem sobre eles, já que discutir sobre questões sexuais ainda é um preconceito vigente. Por analogia, na série exibida pela “Netflix”, empresa provedora de filmes e seriados mundialmente, “Educação Sexual”, retrata-se a importância da informação para a proteção dos jovens. Tal como o filósofo matemático,Thomas Hobbes, menciona: “Conhecimento é poder.” Além disso, demonstra como os responsáveis são grandes agentes na missão de educar os mais novos sobre o assunto. Visto isso, o conhecimento e estudo sobre a temática evitam a proliferação de doenças.

Em suma, o aumento de casos de DSTs dá-se pela falta de conhecimento dos impactos negativos da relação sexual desprotegida e, consequentemente, o abandono do uso de preservativos. Para que o índice de jovens enfermos diminua drasticamente é essencial que as escolas brasileiras, por meio do Ministério da Educação, promovam encontros mensais com os pais, com ajuda de pedagogos e universitários das áreas de saúde, para incentivar o debate familiar sobre cuidados sexuais. Somente assim, a população mais nova terá consciência dos riscos vigentes e da importância da camisinha.