O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 31/08/2020

Preconceito, problemas de saúde graves, falta de alto aceitação, danos físicos e morais. Diversos são os prejuízos na vida dos jovens brasileiros contaminados com as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), sendo carregados por toda a vida. Nesse sentido, cabe destacar como causas dessa questão, o descaso e a desinformação entre a juventude sobre o uso dos métodos para prevenção das doenças e consequente pressão sobre o Estado para cumprir com os seus deveres de garantir todo o auxílio para cura e as formas de evitar o contágio.

Inicialmente, na cultura brasileira, desde os tempos passados, é visível uma certa restrição a respeito da educação sexual. Por isso, muitos adolescentes iniciam a puberdade sem informações necessárias e tampouco curiosidade, o que acarreta no crescimento significativo das doenças e banalização dos métodos para prevenir.  No filme “Cazuza”, por exemplo, demonstra o quanto a vida do jovem contaminado no Brasil com Aids é discriminada, é vergonhosa, é levada como algo absurdo e inaceitável, causando maiores problemas psicológicos e sociais nessas pessoas.

Em segunda análise, de acordo com o artigo 196 da Constituição Federal, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Porém, o sistema público, devido à grande quantidade de infectados, não tem tido estrutura para os cuidados necessários e também tem sido ineficaz no desenvolvimento de métodos para prevenir. Dessa forma, as campanhas -que é a ideia principal para alertar- não estão sendo implantadas nos meios de comunicação mais usados pelos jovens, que são as redes sociais como instagram, facebook, twitter, e por isso, o sistema não tem conseguido cumprir com o princípio constitucional e tem sofrido grandes pressões para solucionar essa problemática.

Por fim, mediante os pressupostos, fica claro a necessidade de um despertar por parte dos responsáveis pela saúde e pela educação do Brasil para que seja resolvida essa questão das doenças sexuais entre os jovens. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde deve, corriqueiramente, fazer postagens com alertas e informações específicas sobre as doenças em todos os canais de comunicações, e principalmente, ter a linguagem específica usada e com cores que chamam a atenção deles. Depois, é indispensável que o Ministério da Educação, juntamente com as Secretarias, façam campanhas, cursos, palestras e aulas nas escolas desconstruindo o bloqueio que há na sociedade em falar desses assuntos e demonstrar as formas de prevenir e cuidar da saúde sexual. Fazendo assim, é provável que diminuirá a porcentagem de infectados no país, os métodos começarão a serem mais utilizados e o Estado terá facilidade para cumprir com os seus deveres.