O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/09/2020
DST’s e jovens: relação tóxica
Os jovens brasileiros iniciam cada vez mais precocemente a vida sexual, contribuindo para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Esse aspecto é resultado da falta de educação sexual para os jovens na escola, e que por conseguinte proporciona uma brusca falta de uso de métodos preventivos contra DST’s.
A série Sex Education da Netflix (2019) retrata a importância da educação sexual entre os jovens, que na trama possuem dúvidas desde métodos contraceptivos eficazes até orientação sexual. Tendo em vista a popularidade que o seriado teve no Brasil, sendo a 1a série mais pesquisada no Google no 1o semestre de 2020, pode-se concluir que os adolescentes brasileiros possuem questionamentos similares aos das personagens e assim, é demonstrada a relevância e necessidade de tal matéria nas escolas ao redor do país.
Por conseguinte da falta de educação sexual nas escolas, surge o problema da falta de uso de métodos que previnem as doenças. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal De São Paulo (Unifesp) em 2014, 40% dos jovens entre 14 e 25 anos afirmaram não ter em usado camisinha em suas últimas relações sexuais, sendo que o preservativo é o único recurso 100% eficaz na proteção contra DST’s. Tendo em vista que quase metade dos adolescentes não a utilizam, evidencia-se a falta de conhecimento dos mesmos tanto em relação à necessidade de prevenção, quanto a gravidade das proprias doenças.
Desse modo, de acordo com os fatos acima mencionados, evidencia-se os motivos do aumento dos números de DST’s entre os jovens brasileiros. Portanto, o Governo Federal por meio do MEC (Ministério da Educação) deve implantar no currículo obrigatório brasileiro aulas de educação sexual, assim como acontece na Alemanha. A partir disso, os jovens conseguirão entender a importância do uso de métodos preventivos contra as doenças sexuais, além de compreender a gravidade das mesmas.