O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/11/2020

Segundo a Constituição de 1988, todo o cidadão deve ter o direito ao bem-estar. Entretanto, contrariando tal garantia, observa-se que a população tem negligenciado diversas doenças que fazem parte do dia a dia, o qual tem provocado um aumento significativo, como é o caso das DSTs entre os jovens brasileiros. Assim, seja pelo tabu na sociedade, seja pela ineficácia governamental, o crescimento de seres infectados é preocupante e essa realidade deve ser revertida.

Em primeiro lugar, é necessário entender que o tabu enraizado no senso coletivo contribui para que esse atraso de mentalidade aconteça. Nesse sentido, o médico psicanálise Sigmund Freud, refletia que a sociedade era como um corpo delimitado de limites, a fim de impor um obstáculo ao discurso claro entre pais e filhos. Seguindo essa linha de pensamento, a ausência de dialogo cria uma desinformação no indivíduo, isso porque, a família tem papel essencial na formação do ser humano, e esse preconceito torna-se restringido o acesso a métodos contraceptivos. Dessa forma, a pessoa é impulsionada a descobertas autônomas e, dentre uma delas, o sexo como algo proibido e sem consequências.

Além disso, é notório que a insuficiência estatal agrava a dissolução do crescimento de jovens com Doenças sexualmente transmissíveis(DST). Esse fato se dá, haja vista que o governo não busca realizar projetos sociais que permitam que a maior parte da população busque se conscientizar sobre as DSTs e seus riscos. Uma prova desse cenário é que não há, em geral, nas Instituições de ensino do país, aulas que retratem a educação sexual como fundamental para saúde do jovem, e segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), isso mostra que cerca de 337 milhões de novas infecções acontece todo ano entre pessoas de 15 e 24 anos, pelo fato de o assunto ser tratado como algo banal e sem perigo. Consequentemente, a importância desse meio como garantia de acesso à informação é comprometida.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de reverter o cenário atual. Para amenizar essa questão é interessante que o Ministério da Educação, principal órgão que rege por esse setor, deve elaborar estratégias educacionais com as Instituições de ensino, por meio de palestras, debates e até mesmo cursos aos professores para se elaborar aulas de educação sexual de forma que a informação seja clara e eficiente aos alunos. Essa iniciativa teria a finalidade de promover a diminuição significativa do número de infectados e o preconceito enraizado na sociedade. Somente assim, o equilíbrio e o bem-estar será promovido pela Constituição de 1988.