O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/09/2020
Na série espanhola ‘‘Elite’’, a personagem principal Marina Nunier, embora viva uma vida aparentemente normal, convive com o vírus da aids (HIV). Na trama, são retratados o preconceito, tabus, mitos sobre a doença, e como a sociedade e família lida com isso. Fora da ficção, infelizmente, a realidade se assemelha com a dramaturgia, haja vista, que ainda se há uma grande quantidade de jovens portadores de DSTs, que lidam constantemente com os mesmos problemas. Nesse sentido, tal fatalidade advém da inoperância estatal em garantir ensino sexual aos púberes, além da negligência familiar. Portanto, urge que medidas sejam tomadas a fim de sanar esse imbróglio.
A príncipio, destaca-se o descaso do Estado como agravante desse infortúnio. Sob esse viés, um levantamento da Organização Mundial de Saúde, apontou que 56% dos adolescentes de 15 a 25 anos com vida sexual ativa, não fazem uso recorrente de preservativos sexuais. Nessas perspectivas, nota-se, o desleixo governamental em promover ações conscientizadoras à população juvenil a respeito dos riscos e malefícios do coito sem o uso de preventivos.
Outrossim, vale ressaltar, que o silenciamento social é fator determinante para a permanência da adversidade no Brasil hodierno. Nesse contexto, segundo uma matéria publicada pelo site O Globo, 41% dos imberbes não conversam sobre sexo com os pais. Desse modo, para isso ocorrer, certamente há motivações internas e externas. Essas razões variam desde a convivência familiar com limitada afinidade, até mesmo inibição social ao se dialogar e educar sobre sexualidade aos infantos. Todavia, estes hábitos podem resultar em sérias complicações, gerando desinformação e assim podendo acarretar em prejuízos à saúde do indivíduo, a julgar que algumas das enfermidades são facilmente tratáveis e outras não têm cura definitiva, como é o caso do AIDS.
Diante dos argumento supracitados, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas da União, viabilizar palestras nas escolas, de cunho informacional, a respeito do perigo que os juvenis corre ao praticar atos sexuais sem o uso de preservativos. Sobretudo, é imprescindível que os familiares dialoguem com os jovens a respeito dos métodos preventivos e sobre sexualidade. Dessa forma, espera-se que o número de infectados por DSTs diminua gradativamente, pois conforme Gabriel O pensador, ‘‘Na mudança do presente a gente molda o futuro’’.