O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/08/2020

Sífilis, AIDS, gonorreia. Variadas são as as doenças sexualmente transmissíveis que fazem parte do dia a dia de jovens brasileiros. Apesar da ampla difusão de informações de como se proteger dessas doenças, o número de casos de jovens com DSTs vem aumentando nos últimos anos. Diversos são os fatores que favorecem esse aumento, mas os mais relevantes são: a inconstância das campanhas de prevenção ao longo do ano e a banalização dessas doenças.

No Brasil as ações de prevenção as doenças sexualmente transmissíveis são temporárias. Nota-se uma concentram dessas campanhas nos meses próximos ao Carnaval, época onde há o pico de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Depois desse momento, é visível uma redução drástica dos esforços de conscientização. Essa diminuição acaba por gerar uma falsa impressão aos jovens -só é necessário se proteger dessas infecções no Carnaval-. Assim, passado o Carnaval, os mais novos tem uma equivocada sensação de segurança e deixam de se proteger adequadamente durante o resto do ano. Consequentemente se infectando e contaminando outros jovens.

Além disso, exite uma banalização dessas enfermidades que matam milhares de pessoas em todo Brasil. Seja pela redução do sistema imunológico -como acontece em pessoas com HIV- ou pelo desenvolvimento de câncer no colo do útero -causado pelo vírus do HPV- essas e outras ISTs ceifam inúmeras vidas em todo Brasil. Mesmo com tamanha gravidade, essas patologias são banalizadas principalmente pelo fato de muitos jovens não conhecerem as complicações que essas doenças podem causar. Dessa forma não temem e pouco fazem para se proteger. Em sequência se contaminam e vão ser tratados pelo já superlotado e sucateado SUS, fragilizando ainda mais a saúde pública no Brasil.

Por esse prisma, é possível notar algumas problemáticas causadas pelo aumento do número de jovens com DSTs. Para amenizar esses problemas, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com as Escolas, conscientizar os adolescentes por meio de palestas a respeito das ISTs. Essas palestras devem ser distribuídas por todo o ano e devem ser apresentadas por médicos infectologistas que, por sua vez, são profissionais capacitados para explicar os perigos dessas infecções e seus possíveis desdobramentos. Desta forma haverá uma redução do número de casos de jovens com DSTs a médio prazo, pois teremos adultos e adolescentes mais conscientes e informados a respeito dessas enfermidades. Além disso, para uma melhora o cenário atual a curto prazo, é necessário que o Governo Federal destine mais verbas para campanhas de prevenção, de modo que seja possível manter essas campanhas durante o ano todo e não apenas num curto espaço de tempo.