O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/08/2020

O sexo é algo tão natural para o ser humano quanto comer ou dormir. No entanto, a transa não é algo abordado no cotidiano, pelo contrário, tratam-na como sendo algo pecaminoso. Esse tratamento associado a ignorância dos jovens sobre o tema, os tornam suscetíveis as DSTs, visto que esses fatores faz com que a mocidade não saibam sobre os riscos que podem vir com a cópula e nem como se prevenirem deles, aumentando os casos dessas malezas nessa parcela da sociedade.

Primeiramente, a profilaxia é importante para o combate a qualquer doença, o que inclui as DSTs. Ela só ocorre quando há o acesso a informação. Porém, o fato da sexualidade ser um tabu na sociedade, como é abordado na música “Sexo!” do Ultraje A Rigor, no qual um filme censura uma cena de sexo pelo fato de a considerar imoral, contribui para que o conhecimento sobre esse assunto seja pouco disseminado, especialmente entre os mais jovens, diferente das doenças. Reflexo dessa ignorância, é que mais de 50% das pessoas com idade entre 15 e 24 anos não usam a camisinha, principal meio para barrar doenças como a Sífilis e a SIDA.       Além disso, a imagem que a sociedade vincula o sexo e suas doenças a uma depravação, fazem com que muitos jovens portadores de alguma ISTs, infecção sexualmente transmissível, não façam os exames adequados, consequentemente não realizam o tratamento para combate-las ou pelo menos reduzir a transmissão delas. Um exemplo de como há um medo em ser julgado pela sociedade por ter tal tipo de maleza, o caso do cantor Renato Russo, em que só foi revelado ser soropositivo para HIV após a sua morte.

Em suma, para combater o aumento das DSTs entre os jovens é necessário uma ação do Ministério da Saúde e das secretárias de saúde, por meio das redes sociais, afim de conscientizar sobre essa categoria de doença. Para que isso ocorra é necessário que vídeos curtos que expliquem o que é uma ISTs, como preveni-las e reduzir os preconceitos aos portadores dessas malezas.