O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/08/2020
A discussão acerca do aumento de DSTs Doenças Sexualmente Transmissíveis e ISTs Infeções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens brasileiros e os desafios que estes podem vir a acarretar na vida do indivíduo, têm sido a tônica da sociedade atual. Sabe-se que dados da OMS comprovam que o número pessoas na faixa etária de 20 a 29 anos contaminadas por algum tipo de DST é preocupante: chega a ordem de 21 mil. Isso ocorre, em virtude da banalização do vírus que consiste na falta de informação sobre a gravidade da aquisição e o preconceito sofridos pelos soros positivos. Assim, é de substancial importância o surgimento de demandas capazes de reverter este quadro.
Devemos pontuar de início, que as DSTs e ISTs como HIV e infecções causas por bactérias, fungos e outros; são conhecidas por grande parte da população. Entretanto, dados divulgados pelo Programa Conjunto da ONU destaca que em 2010 e 2018 houve um aumento de 21% na contaminação entre jovens no Brasil. Isso ocorre devido ao avanço do tratamento e o aumento da expectativa de vida dos portadores das doenças, observa-se uma grande banalização nas formas de prevenção como a camisinha, pois as pessoas perderam o medo der ser contaminadas como consequência, acabam agravando ainda mais o número de casos registrados no Brasil.
Aletrado a essa adversidade, " A médio prazo iremos todos enlouquecer se passarmos a ver no outro uma possibilidade de morte"- Caio Fernandes Abreu, escritor brasileiro morto pela Aids, reflete como preconceito sofrido pelas pessoas expostas ao vírus é visível. Nesses casos, como consequência, as pessoas deixam de buscar tratamento por medo da exposição de doenças oportunistas como leptospirose, pneumonia, hepatite, entre outros, que pela exposição podem agravar o estado do indivíduo imunossuprimido e leva-la a morte. Assim, a falta de acesso ao combate as doenças, agrava os casos no Brasil. Tendo em vista que a prevenção e o tratamento são as formas mais eficazes no combate e controle dessas doenças.
Portanto, é inegável que o avanço das DSTs e ISTs precisa ser combatido. Desse modo, o Estado em parceria com a (OMS) Organização Mundial da Saúde e ONGs, para investir em projetos educacionais de conscientização através de palestras, debates e folhetos informativos para o público jovem nas escolas, ruas e meios de comunicação, sobre a importância dos métodos contraceptivos, os perigos da exposição ao vírus e incentivando os soropositivos da importância na busca ao tratamento. Atuando assim, garantirá qualidade de vida aos que adquirirem não só essa como qualquer outra doença e diminuirá gradativamente o número de novos casos no Brasil.