O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/09/2020
“Os dias eram assim”, série brasileira ambientada na década de 1970, retrata o drama da personagem Nanda que foi diagnosticada com o vírus do HIV. Fora da ficção, tal realidade torna-se cada vez mais alarmante na hodierna sociedade do Brasil, principalmente, pelos crescentes índices de ISTs entre os jovens. Nesse contexto, a omissão da família e do Estado, atrelada a um descabido tabu sobre a sexualidade tende a agravar esse empecilho. Logo, esse cenário propícia uma desinformação social e, assim, aumenta os casos de pessoas acometidas pelas infecções sexualmente transmissíveis.
É pertinente abordar, a priori, que a banalização do uso do preservativo é resultado das inconsistentes campanhas e projetos propostos pelo Governo, fato esse que ocasiona uma maior exposição dos jovens ao risco de contraírem ISTs, já que esses programas não atingim a finalidade de conscientização esperada. Do mesmo modo, nota-se que a atual conjuntura enfrenta um imenso regresso social no que tange a discussão sobre sexualidade, posto que a Escola e a Família isentam-se da responsabilidade de tornarem-se precursores do debate desse tema. Dessa forma, essa situação destoa a teoria do sociólogo Émile Durkheim, dado que o indivíduo só poderá agir na resolução desse problema na medida em que conhece o meio em que está inserido, logo, mostra-se impossível a findade das ISTs.
Por conseguinte, é visível que essa desinformação da sociedade propende a suscitar uma crise na saúde pública diante dos altos índices de infectados e, assim, aumenta os casos de subdiagnose. Diante disso, mascara a propagação dessas infecções, fator esse ratificado nos dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta cera de 1 milhão de pessoas são acometidas diariamente, demonstrando que um mesmo indivíduo pode ter e propagar mais de uma patologia. Dessarte, reverbera-se a inconstitucionalidade praticada pelo Estado, que não oferece condições condizentes com as diretrizes presente na Carta Magna de 1988 e, ao mesmo tempo, não exonera esses cidadãos do preconceito sofrido.
Depreende-se, portanto, que o aumento de ISTs entre os jovens no Brasil advém da incapacidade estatal e familiar em propor soluções plausíveis. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em parceria com as Instituições de Ensino, deve promover maiores verbas, com intuito de reestruturar a Base Nacional Comum Curricular e, com isso, implementar a educação sexual nesse ambiente e, assim, por meio de palestras procure esclarecer para pais e alunos os impactos que a falta de informação pode causar, tudo isso, visando reeducar a família e conscientizar esse adolescentes. Destarte, o Ministério da Saúde, através do poder de proliferação da Mídia, deve criar propagandas, a fim de orientar os jovens sobre a importância do uso do preservativo e, dessarte, fornecer uma âmbito social seguro.