O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 26/08/2020
O físico, Isaac Newton, em sua lei da inércia, diz : na ausência de uma força, um corpo tende a ficar parado ou em movimento uniforme. De modo análogo, na escassez de uma “força”, ou seja, atitude capaz de interromper uma constante, um hábito inclina-se para ser reproduzido sucessivamente, como é o caso do ato sexual sem o uso de preservativos - podendo acarretar em DSTs ou ISTs. Nesse sentido, infelizmente, as doenças sexuais aumentam devido não só à desinformação, mas , também, à banalização; o que suscitam ao indivíduo danos físicos e psicológicos.
Sífilis. AIDS. Herpes genital. Apesar de, na atualidade, o mundo globalizado ser caracterizado por disseminar informações a todo momento muito dos jovens, ainda, desconhecem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Por consequência disso, banalizam quando têm contato com os relatos, pois, segundo dados do OUL, mais de 20% ( vinte por cento) e 50% (cinquenta por cento) dessa faixa etária acham que a doença do HIV em cura e, no ano analisado, realizaram sexo sem o uso de proteção específica, respectivamente. Ademais, o avanço dessa propagação são resultados das ISTs, em que o indivíduo é portador, mas não sabe, logo, acarreta em passar a infecção para pessoa de relação íntima. Nesse contexto, a desinformação e a banalização estão coligadas, sendo a favor dos acréscimos de contaminação entre a puberdade.
Em um segundo aspecto, no livro " Depois daquela viagem " a autora, Valéria Polizzi, escreve como foi, aos 16 (dezesseis) anos, contrair HIV, não sendo homossexual - pois na década de 80 (oitenta ) esse vírus se proliferou entre os “Gays” e, por conseguinte, era repudiada. Nesta biografia, são relatados os preconceitos e o tratamento bastante difícil no país, uma vez que não incentivavam os pacientes para viver com a doença. Tendo em vista isso, é possível afirmar que tanto as DSTs, como os indivíduos que a possuem são depreciadas, por isso, o efeito, na sociedade destaca-se negativamente no convívio dos cidadãos.
Infere-se, portanto, que essa problemática, em conformidade com a Constituição Federal de 1988, coresponde a um dever do Estado, dado que é responsável pela saúde de todos. Então, para diminuir os casos de contaminação no Brasil, faz-se mister que o Ministério da Saúde crie programas de entretenimento, tais como filmes e séries- principal forma de atrair a atenção da juventude-, por meio da mídia televisiva, para mostrar a realidade das DSTs e incentivar o uso de preservativos. Desse modo, a “força” em questão será capaz de mitigar os hábitos maléficos e , consequentemente, os impactos na vida dos indivíduos.