O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/09/2020

Inicialmente feita de linho, a camisinha é amplamente utilizada no decorrer dos séculos como forma de prevenção durante as relações sexuais. Atualmente, com as constantes revoluções tecnológicas, o produto passou a ser produzido a base de látex, com o intuito de garantir mais segurança e eficácia no bloqueio de doenças e fecundações indesejadas. No entanto, mesmo com preços e disponibilidades acessíveis, infelizmente grande parte da sociedade ainda não a utiliza como forma de prevenção , de modo a elevar a incidência de DSTs entre os jovens brasileiros e evidenciar a necessidade de políticas que reduzam a negligência de tal problemática.

Além disso, é indubitável enfatizar que o tabu criado pelas instituições escolares e pelo núcleo familiar se encontra entre os principais pilares geradores da permanência de tais doenças em pleno século XXI, visto que,  gera a desinformação e por consequência a banalização. Efetivamente, segundo William James, filósofo e psicólogo, o ser humano pode alterar sua vida quando resolve mudar suas atitudes mentais. Anaforicamente, entende-se que o principal passo para reverter tal cenário, tem como base a conscientização e informatização das camadas mais jovens da sociedade.

Em consequência disso, é possível salientar a série de danos físicos e psicológicos causados pela doenças sexualmente transmissíveis. Uma vez que, não só prejudicam a qualidade de vida do seu portador, como também persistem em crescimento no meio social. Prova disso, se dá com os dados oferecidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde), onde cerca de 1 milhão de pessoas contraem alguma DST por dia, iniciando um difícil tratamento em uma sociedade regada de preconceitos. Em suma, os sintomas, as discriminações e os gastos com pacientes afetados, configuram um grave problema de saúde pública, que anseia por solução.

A negligência consolida, portanto, o principal abismo entre a erradicação e a permanência do impasse na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Educação aliado ao Ministério da Saúde devem implementar ações afirmativas nas instituições de ensino, por meio de palestras e aulas de educação sexual, fornecidas por professores e profissionais da área da saúde, que visem inicialmente a informatização e posteriormente, a conscientização acerca da importância e segurança que os preservativos oferecem. Dessa maneira, espera-se com tais medidas, retroceder o atual cenário vivido pelo Brasil e assim, tornar o uso da camisinha uma máxima nacional.