O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2020

Na série da Netflix " Sex Education", é retratada na clínica clandestina de Otis o desconhecimento e o preconceito que envolve as ISTs. Recentemente renomeada, as Infecções Sexualmente Transmissíveis devem ser estudadas a fundo nas escolas para garantir a segurança dos jovens e a devida prevenção sem intolerância ou desrespeito. No entanto, a conflituosa adequação dos indivíduos quanto á proteção sexual contribui para a alta incidência de DSTs, configurando um alarmante problema de saúde pública.

Em primeiro análise, é válido ressaltar os efeitos das relações sexuais desprotegidas. Segundo o ativista sul-africano e ex-presidente da Africa do Sul Nelson Mandela, a democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia. De maneira analoga, as DSTs são consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todos o mundo, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil.

Ademais, a carência do diálogo familiar com os jovens se apresenta como um intensificador da problemática. De acordo o filósofo do período iluminista, John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, em que sua consciência é criada a partir do seu meio de vivência. Associando esse pensamento iluminista com a problemática, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento alheio á educação sexual, na medida em que 6 em cada 10 jovens (Segundo o Ministério da Saúde) mantém relações sexuais sem proteção e por tanto, sendo passíveis a enfermidade.

Torna-se evidente, portanto, os problemas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis. A essa conjuntura, é primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas e mídia. O Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de cartazes educativos e orientações médicas. Em adição, é imperioso o engajamento da mídia com propagandas publicitárias e debates, as escolas precisam estimular a mudança de comportamento dos adolescente. A articulação dessa pluralidade é impreterível  para a otimização das relações interpessoais.