O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/08/2020

A indústria cultural, advinda do desenvolvimento do país, permitiu o aprimoramento de técnicas direcionadas à saúde coletiva. Nesse contexto, esperava-se uma sociedade que buscasse preservar uma qualidade de vida; todavia, o contexto atual é a inesperada banalização, sendo responsável pelo aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Em razão disso, observa-se não só uma normalização social, como também uma carência reflexiva; fatos esses que necessitam ser debatidos.

Em primeira instância, torna-se indubitável que a sociedade brasileira vive um estado de normalização diante às doenças sexualmente transmissíveis. De maneira que, ao se depararem em um cenário constante de casos, caracterizado pelo vasto desenvolvimento de métodos contraceptivos, os jovens se habituaram com a falsa segurança de que essas doenças não estão mais presentes, como antes, na contemporaneidade. Fato que, esse comportamento se opõem diretamente a obra O grito, de Edvard Munch, a qual destaca uma pessoa assustada. Ou seja, diferentemente dessa representação, esses indivíduos passaram a naturalizar o espanto, circunstância essa, responsável pelo aumento de casos em questão.

Consequentemente a essa situação, analisa-se a evidente carência reflexiva, somada a condição banal destacada. Isto é, inegavelmente, a construção de uma sociedade passiva a uma mudança comportamental, direciona exponencialmente ao distanciamento de seres pensantes. A exemplo, tem-se a criação artística de Tarsila do Amaral, O Abaporu, marcada por caracterizar uma pessoa com a cabeça pequena, sendo desproporcional ao restante do corpo. Em outras palavras, nota-se que a atual falta de reflexão dos jovens, quanto aos riscos da prática de relações sexuais sem o uso de métodos preservativos, colabora com o demasiado índice de doenças sexualmente transmissíveis.

Tendo em vista os aspectos mencionados, é dever do Poder Executivo, em parceria com o Ministério da Educação, garantir políticas públicas aos centros de ensino do país. De modo que, se ofereça, semanalmente, aulas sobre educação sexual, responsáveis por debater os riscos e formas preventivas à cerca das DSTs. Dessa forma, se efetuará no rompimento da normalização do aumento desses casos patológicos, bem como, na construção de jovens informados; promovendo assim na diminuição das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.