O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/08/2020
Segundo a Secretaria de Saúde, nos últimos cinco anos ocorreram 29 mil novos casos de alguma doença sexualmente transmissível no Brasil, conhecida como DST. Nesse contexto, destaca-se a banalização dos males e pouco uso da camisinha, proporcionando que o atual cenário brasileiro apresente em crescente escala o número de doenças como Aids, HIV, sífilis, úlcera genital, entre outras. Tal ocasião, indica que muitas vezes esses casos vem aumentando pela falta de informação e cuidado dos jovens. Logo, é indubitável analisar esse problema, a fim de solucioná-lo.
Em primeiro lugar, destaca-se o âmbito familiar e escolar, desprovidos de fornecerem devidas informações aos jovens sobre sexo. Segundo o Ministério da Educação (MEC), em um documento chamado Parâmetros Curriculares Nacionais, aborda que a educação sexual nas escolas é importante, além de afirmar que os pais deveriam falar sobre esse assunto com seus filhos. Contudo, é notório que, na contemporaneidade, ainda existe um tabu imposto ao modo de ensino familiar e escolar sobre essa temática, visto que tem dificultado um diálogo aberto e criando um déficit educacional entre jovens. Portanto, se modificações não ocorrem nesses âmbitos, corroborará ao aumento de DTSs.
Ademais, convém ressaltar as imprudências de alguns jovens brasileiros em não usarem preservativos. De acordo com o filme “The Normal Heart”, lançado em 2014, há o relato da proliferação da Aids em 1980, quando a doença ainda era chamada de câncer gay, sendo negligenciada pelo governo norte-americano. Fora da ficção, os jovens da atualidade estão crescendo em uma época que a Aids não mata como antigamente, devido ao desenvolvimento de melhores tratamentos e, com isso, criou-se um sentimento de segurança em relação à contaminação de tais infecções. Em consequência desse fato, diversos jovens deixaram de usar preservativos como forma de prevenção de doenças e preferem usar anticoncepcionais apenas para evitar uma possível gravidez. Logo, o descuido de tais jovens necessita ser erradicado.
Torna-se crucial, então, a adoção de medidas para solucionar o problema. Cabe ao Governo, em conjunto aos Ministérios da Educação e da Saúde, estabelecer a educação sexual nas escolas públicas e privadas, por intermédio das instituições de ensino e palestras, incluindo a sexologia no conteúdo programático, a fim de proporcionar um conhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos, além de exemplificar a violência, o abuso sexual e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Outrossim, cabe à conscientização dos jovens em fazer uso dos preservativos e contraceptivos, evitando uma gravidez indesejada e o contágio de doenças. Dessa forma, as DSTs entre os jovens brasileiros poderão ser amenizadas.