O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/09/2020

O mito da caverna, alegoria escrita por Platão, explica a a evolução do processo de conhecimento. Segundo ele, os seres humanos se encontram prisioneiros de uma caverna, em que estão habituados a terem uma ilusão do que veem como se fosse a verdadeira realidade. De maneira análoga ao presente, a questão do aumento de DSTs entre jovens brasileiros pode ser bem representada pelo mito da caverna, visto que esse é um grave problema que vive às sombras da sociedade, em razão da falta de debates sociais, bem como a negligência estatal.

A priori, é necessário destacar que a falta de debates coopera para a persistência da desinformação sobre os riscos da falta de profilaxia para as doenças transmissíveis . Consoante a esse pensamento, o psicanalista Sygmunt Freud, na sua teoria ‘‘Totem e Tabu’’ afirma que algumas ocorrências são vistas pela sociedade como espécie de tabu, ou seja, analisadas de maneira tão polêmica, que é complicado de serem discutidas. Nesse contexto, debates sobre a importância da prevenção sexual é considerado um tabu social, da qual os indivíduos se esquivam de ter conversas sobre isso com os jovens. Dessa forma, a sociedade contribui para a desinformação e diretamente para o aumento da contaminação, ao  privar os jovens debates.

Além disso, faz-se mister destacar que a partir do momento que o Estado negligencia ações que cooperem para a informação dos riscos de contrair uma doença sexualmente transmissível Nesse espectro, o filósofo iluminista Jeans-Jacques Rousseau, na sua obra ‘’Contrato Social’’, afirma que cabe ao Estado viabilizar ações para o bem-estar coletivo. Nesse contexto, uma vez que o Estado se isenta dessa garantia por não aplicar medidas públicas necessárias, como educação sexual nas escolas para disseminar a informação, ocorre a quebra desse contrato social. Desse modo, é imperativo reformular a postura estatal com a sociedade urgente.

Neste prisma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Estado criar medidas de investimento em campanhas que se direcionem sobre a importância da prevenção na hora do ato sexual, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmera dos Deputados. Nele deve constar que medidas devem ser implementadas por meio de projetos sociais que discorram da importância da prevenção e proteção sexual, com fito de democratizar a informação e quebrar o silenciamento social sobre o assunto diminuindo os casos de DSTs entre os jovens brasileiros, sabendo que o Estado tem um papel essencial na resolução do impasse.