O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/05/2021

Em 1960,nos Estados Unidos, foi lançado no mercado a primeira pílula anticoncepcional capaz de evitar uma possível gravidez indesejada.No entanto,em razão da alta taxa de eficácia do medicamento, muitos jovens passaram a negligenciar o uso da camisinha - método mais efetivo na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)- e,consequentemente,verificou-se um aumento exponencial de indivíduos infectados por  patologias, como a sífilis e aids.Nesse contexto, urge analisar como a falta de informação e a banalização dessas doenças impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o aumento de casos de DSTs entre o público jovem está intrinsecamente relacionado à escassez de informações disseminadas no âmbito social.Segundo o Ministério da Saúde, entre os brasileiros de 15 a 24 anos,apenas 56,6% usam camisinha no ato sexual. Nessa perspectiva, tal cenário decorre em virtude do excesso de autoconfiança e carência de conhecimento que muitos indivíduos possuem ao praticarem relações sexuais sem proteção. Desse modo,  essa parcela de cidadãos ao não terem adquirido informações suficientes  antes de começarem a ter uma vida sexual ativa tanto no período escolar quanto no convívio familiar, ficam suscetíveis a contraírem várias Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Outrossim, vale salientar que a banalização dessas doenças propicia a negligência ao uso de preservativos.Nessa pesperctiva, tal panorama ocorre,sobretudo, devido ao progresso da medicina na área da contracepção,fato que contribuiu para que muitos cidadãos passassem a trivializar as infecções transmitidas via sexual e se preocupassem apenas com uma possível gravidez indesejada,haja vista que muitas mulheres usam métodos orais de contracepção e,dessa maneira, acabam descuidando do uso de métodos de barreira contra diversas doenças.Por conseguinte, o avanço no tratamento dessas patologias proporcionou uma sensação de segurança nos jovens em relação a prática sexual e,dessa forma, começaram a se descuidarem.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para minimizar a incidência de Doenças Sexualmente Transmissíveis entre os indivíduos jovens.Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pela formação civil - promover palestras e atividades lúdicas nas escolas, para pais e alunos, as quais abordem e instruem os discentes  acerca da prevenção de DSTs.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados na área, como ginecologistas e enfermeiros, a fim de prevenir que esses cidadãos contraíam patologias transmitidas via sexual.Assim, torna-se-á possível a redução dos índices de crescimento de casos dessas doenças.