O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/09/2020

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado a rolar uma grande pedra até o topo de uma montanha, porém toda vez que estava quase alcançando o objetivo a rocha rolava morro abaixo, por meio de uma força irresistível. Fora da ficção, hodiernamente, o aumento de DST’s entre os jovens brasileiros pode ser comparado à rocha de Sísifo, visto que quando há uma tentativa de contê-lo, ele sofre a ação de forças contrárias como a desinformação dos adolescentes e a negligência quanto ao uso de preservativos. Por isso, torna-se necessária a análise dos fatores que contribuem para o crescimento do número de DST’s entre a juventude do Brasil.

Primeiramente, é importante destacar que muitos juvenis não têm informações concretas acerca das IST’s. De acordo com pesquisa divulgada pela UOL, no ano de 2016, um em cada cinco adolescentes brasileiros acham que existe cura para Aids. Nesse sentido, a desinformação da “garotada” com relação às doenças sexualmente contagiantes e suas consequências pode contribuir para uma maior incidência dessas, haja vista que a mocidade passa a ter uma sensação de que as enfermidades não são tão graves, negligenciando os cuidados na hora do sexo.

Em segundo lugar, há uma displicência quanto ao uso de preservativos na relação sexual. Segundo filósofo Platão: “O importante não é só viver, mas viver bem”. Nesse segmento, apesar do descaso de grande parte da “moçada” quanto ao uso de “camisinha” durante a relação, os preservativos têm grande relevância para garantir uma boa qualidade de vida dos parceiros, visto que promove um sexo com maior segurança, reduzindo o risco de doenças. Desse modo, o descuido da juventude no momento do coito corrobora o aumento dos índices de doenças transmitidas sexualmente.

Infere-se, portanto, que providências devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. É mister que o Ministério da Educação em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, por meio da inclusão, na grade curricular, de aulas que tratem sobre a sexualidade, proporcione a educação sexual dos adolescentes do país, a fim de conscientizar a mocidade sobre os riscos e gravidades das DST’s e apontar a respeito da importância dos preservativos, sugerindo aos jovens que não desconsiderem a utilização desses. Somente assim, as forças contrárias que impedem a diminuição dos números de DST’s entre jovens do Brasil poderão ser combatidas.