O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 08/09/2020
O filme biográfico Bohemian Rhapsody, de 2018, conta a história do cantor Freddie Mercury e como HIV e o preconceito com a doença colocaram fim na vida do cantor. Hodiernamente, no Brasil, o número crescente de casos de ISTs é extremamente preocupante, e não só a falta de informação mas também a resistência ao uso de preservativos contribuem para esse quadro.
Antes de tudo, é evidente que o avanço da medicina contribuiu para o aumento da qualidade de vida das pessoas com HIV, porém, isso fez com que os jovens perdessem o medo da doença, em contraste com os jovens da década de oitenta, que se chocaram com as imagens de famosos acometidos pela doença, como foi o caso do Cazuza, por exemplo. Nesse contexto, uma pesquisa divulgada pelo UOL em 2016 mostra que 21% dos jovens acreditam haver uma cura para a aids, mostrando a falta de informação sobre o tema.
Ademais, no Brasil muitos jovens não usam preservativo por acreditarem que não correm o risco de infecção. Isso se deve ao fato de que muitas ISTs são silenciosas e de difícil identificação visual, o que contribui para o aumento de casos quando não há o uso do preservativo. Nesse sentido, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde de SP, de 2012 a 2018 houve um aumento de 603% dos casos de sífilis, gonorreia e clamídia, sendo que todas podem ser evitadas com o uso da camisinha.
Infere-se, portanto, que a desinformação e a resistência ao uso de preservativos são grandes propagadores do problema no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação inserir na grade curricular do ensino médio aulas e palestras sobre educação sexual, de modo que alunos e familiares participem de discussões acerca do assunto. Além disso, o Ministério da Saúde deve investir em campanhas na redes sociais incentivando o uso de preservativos. Assim, com a disseminação de conhecimento e informação pode-se evitar que futuros e atuais “Freddies” tenham sua vida interrompida.