O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/09/2020

As ISTS e sua relação com os adolescentes e jovens

Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que 40 mil novos casos de infecções sexualmente transmissíveis (IST), como HIV, sífilis e hepatite, são diagnosticados por ano no País. Em fevereiro de 2018, o Ministério da Saúde divulgou que casos de HIV e Aids entre jovens de 15 a 24 anos aumentou 85% nos últimos 10 anos. O crescimento da contaminação por ISTs e DSTs causa problemas individuais (discriminação, perda de qualidade de vida, câncer, problemas neurológicos, reprodutivos, morte etc.) e de saúde pública (aumento da demanda). Neste cenário, o tabu social para falar sobre sexualidade e a banalização das ISTS formam um quadro nacional que precisa ser modificado.

Primeiramente, ressalta-se o tabu social, que impede diálogo aberto sobre o assunto na escola e no ambiente familiar. A sexualidade não tem sido tratada abertamente com os adolescentes e jovens, o que reflete na vida sexual deles. Se os jovens não aprendem como usar a camisinha e sua importância, eles acabam tendo relações desprotegidas. Essa situação gera um preconceito contra os métodos contraceptivos, por eles não serem conhecidos, e uma perda na qualidade de vida do adolescente/jovem infectado.

Outro fator preponderante aponta para a banalização das ISTS. Em virtude de se ter descoberto possibilidades de pacientes com AIDS viverem uma vida com melhor qualidade e após a difusão dos métodos contraceptivos, o que diminuiu a ocorrência de doenças venéreas, o indivíduo se viu protegido demais, como se as doenças não pudessem mais alcançá-lo. Assim, banalizou-se o uso da camisinha, tão importante para prevenir o contágio das ISTS, e os adolescentes e jovens passaram a fazer mais sexo desprotegidos.

A sociedade brasileira, portanto, encontra no tabu social acerca da sexualidade e na banalização das ISTS dois motivos para o aumento no número de ISTS entre adolescentes e jovens. A fim de se minimizar este cenário, deve o Governo, por meio do Ministério da Saúde, em parceria com ONGS que atuem na área, ciar o projeto “Sexo com segurança”, o qual contaria com campanhas midiáticas alertando sobre o aumento da contaminação e necessidade de proteção, especificamente voltadas ao público jovem, usando personalidades, linguagem própria e veículos (redes sociais, aplicativos de encontro, Youtube) que tenham apelo junto a essa faixa etária. O projeto atuaria, ainda, junto às escolas e ao Ministério da Educação(MEC), com a inclusão de aulas de Educação Sexual na grade curricular e  palestras voltadas aos alunos e aos responsáveis. Assim, o Brasil poderá diminuir os índices de ISTS entre adolescentes e jovens.