O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/09/2020
No longa-metragem, “Cazuza- O tempo não para”, é retratado o percurso profissional e pessoal do artista em uma vida marcada pela presença da Aids. Fora das telas, a realidade do artista é enfrentada por milhares de jovens e chega a ser naturalizada no contexto social brasileiro. Com efeito, é nesse momento que a falta de recursos de aprendizagem sobre educação sexual e a irresponsabilidade governamental em propagar informações a respeito de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) corrobora com a ocorrência do problema com esse grupo populacional.
Mormente, é indispensável destacar que a ausência de meios educativos para compreensão da sexualidade é um dos entraves para o aumento de DST’s no Brasil. Nesse sentido, na segunda temporada da série da Netflix, “Sex Education”, um surto de clamídia persegue os colegas de Otis, uma vez que pouquíssimos estudantes entendem de proteção sexual. De forma análoga ao seriado, muitos jovens no país não possuem o mínimo de conhecimento sobre sexualidade ou como se proteger de infecções sexualmente transmissíveis, e tal descaso é de responsabilidade governamental, que não investe em profissionais de educação nas escolas, promovendo maiores possibilidades de propagação de tais infecções.
Em segundo lugar, é imprescindível ressaltar que a ausência de propagação de informações sobre as DST’S por parte dos governantes é uma atitude que fere a carta constitucional. Dessarte, a Constituição Federal de 1988 reza que a saúde é direito de todos e dever do estado, garantido o acesso universal e igualitário. Todavia, a existência desse artigo não assegura sua exequibilidade, já que, de forma contrária ao documento, o site e revista de notícias VEJA destacou que, em 2019, mais da metade da população brasileira não utilizava camisinha em relações sexuais. Tal dado comprova que os governantes não propagam pesquisas suficientes sobre a problemática e colocam os indivíduos à mercê da desinformação, ratificando o aumento das DST’s nos jovens do país.
Portanto, para que o número de sujeitos com doenças sexualmente transmissíveis decresça, é mister que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação invistam no aprendizado sobre a sexualidade desde a infância, por meio da inclusão da disciplina “Educação sexual- proteção e cuidado” nas escolas brasileiras, no ensino fundamental e médio, que visará compartilhar as formas de se proteger durante relações sexuais, bem como identificar situações de abuso e assédio sexual. Tal projeto tem a finalidade de propagar um método de sexualidade segura, que tem como consequência a preservação da saúde pública no Brasil. Com essas medidas, é possível apaziguar o número de portadores de DST’s no país, e, ademais, prevenir possíveis situações de risco aos cidadãos.