O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/09/2020
O número de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, atualmente conhecidas como infecções sexualmente transmissíveis ou IST’s, tem crescido de maneira preocupante nos últimos anos devido, de maneira geral, à redução do uso dos preservativos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções no mundo. Da mesma forma, o uso da camisinha entre os jovens brasileiros é cada vez mais negligenciado em razão do desconhecimento acerca dos perigos das IST’s como a AIDS, a sífilis e a gonorreia. Sendo assim, é de fundamental importância que medidas sejam tomadas a fim de reverter tal situação no país.
Em primeiro lugar, o aumento das IST’s no Brasil deve-se principalmente à banalização do uso dos preservativos. Conforme o Ministério da Saúde, quase metade dos jovens brasileiros não usa camisinha. Isso porque, graças aos avanços da medicina, doenças como a AIDS não são mais fatais como eram no passado. Dessa forma, a consequente redução no uso de preservativos entre os jovens nos últimos anos abre espaço para o aumento não só dos casos de AIDS, mas também de outras infecções sexualmente transmissíveis. Tal cenário revela-se preocupante uma vez que o aumento do uso de antibióticos no tratamento dessas doenças tem favorecido a seleção de organismos resistentes e tornado doenças como a gonorreia, a sífilis e a clamídia intratáveis, segundo a OMS.
Além disso, a educação sexual nas escolas brasileiras ainda é precária. Portanto, a falta de conhecimento a respeito dos perigos relacionados às IST’s está diretamente ligada à redução do uso de preservativos pelos jovens. Assim, para muitas pessoas, o uso da camisinha é visto apenas como um método contraceptivo, podendo ser substituído pelas pílulas anticoncepcionais, por exemplo. Pelo mesmo motivo, o uso de preservativos pelos homossexuais é ainda menor. Paralelamente a isso, a série britânica “Sex education” retrata como o sexo ainda é um tabu para muitas pessoas e como a falta de educação sexual pode ser perigosa, quando um surto de clamídia assola a escola.
Logo é fundamental que medidas sejam tomadas a fim de reduzir os casos de IST’s no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação a inclusão de aulas e palestras sobre educação sexual nas escolas brasileiras, com o objetivo de formar cidadãos que saibam a importância do uso dos preservativos, não só como métodos contraceptivos, mas também como forma de prevenção contra doenças. O Ministério da Saúde, por sua vez, deve ser responsável por ampliar as campanhas que incentivam o uso dos preservativos pelos jovens, além de incentivar a realização de testes periódicos e oferecer tratamento gratuito aos infectados, reduzindo a transmissão de IST’s. Somente assim será possível impedir que os casos de IST’s continuem aumentando no Brasil.