O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/10/2020

Segundo o grande líder pacifista indiano, Mahatma Gandhi: “As doenças são os resultados não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos”. Tal afirmação se mostra verídica quando analisado frente ao crescente números de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) entre a juventude brasileira contemporânea. Isso é possível visto que a desinformação leva muitos adolescentes ao pensamento de imunidade e resulta em atos irresponsáveis como a recusa aos meios de prevenção ao contágio. Diante disso, é essencial a análise do cenário atual no Brasil com o fito de combater a problemática.

Primeiramente, é importante ressaltar que, assim como dito por Sócrates, grande filósofo do período clássico, o saber é um bem, enquanto a ignorância é o maior dos males. De forma análoga, a inconsequência juvenil, quando ligada ao desconhecimento, eleva os riscos de contaminação por IST’s. Destarte, é evidente que a falta de diálogo sobre sexualidade e saúde sexual no ambiente familiar e escolar findam por estimular pensamentos errôneos como a inexistência de riscos durante relações sexuais sem proteção.

Outrossim, seja pela desinformação ou por incentivo da banalização do sexo, muitos jovens relutam à adoção de formas de profilaxia, como o simples uso de preservativos. Sobre isso, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira de 2013 (PCAP) estima que no mesmo ano seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fez sexo sem uso de profiláticos. O estudo revela ainda que 21,6% da população acredita haver cura para doenças como a Aids, o que contribui para a propagação das infecções, sendo notória a urgência de intervenções governamentais.

Infere-se, portanto, que o aumento das IST’s entre os jovens brasileiros se configura como um problema de saúde pública. Logo, cabe ao Ministério da Saúde realizar ações de incentivo aos meios de prevenção. Isso poderia ser feito por meio de campanhas nas mídias sociais, como redes sociais e televisiva, com profissionais capacitados abordando a importância dos cuidados pessoais e as consequências do não uso de preservativos durante relações sexuais, com o objetivo de atenuar a propagação desenfreada dessas doenças. Dessa forma, garante-se, em analogia a Gandhi, que os atos e pensamentos de uma população consciente e responsável resultem na saúde e bem estar social.