O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/09/2020
“Exagerado”, “Codinome beija-flor” e “Faz parte do meu show” são títulos conhecidos do memorável cantor Cazuza, símbolo do rock nacional. Cazuza, porém, morreu por um choque séptico, consequência da AIDS, e apesar de toda a repercussão que o assunto obtém até hoje, o assunto ainda é não difundido o suficiente. Assim, fica claro que as DTSs crescem graças aos valores conservadores da sociedade.
Na novela “Os dias eram assim”, a personagem “Nanda” contrai AIDS durante a trama. A história se passa na década de 80, quando o assunto já não era discutido, porém, após uma evolução nos tratamentos, na prevenção e conscientização, quatro a cada dez jovens entre 24 e 15 anos usam camisinha durante a relação sexual e apenas 25,2% fizeram o teste, segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP).
Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil, em 2019, sugeriu aos pais para que rasgassem páginas da Caderneta de saúde da Adolescente em que ilustrava como usar uma camisinha, método mais eficaz na prevenção de doenças, com a desculpa das imagens serem impróprias para as meninas verem. Para a sociedade brasileira, o assunto deve ser afastado dos jovens, mesmo que vise a saúde deles.
Contudo, a educação sexual, para o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, é uma perca de tempo e, além disso, “erotiza crianças”. Entretanto, ele defende que deve ser ensinado a como prevenir gravidez, mas não menciona nada sobre DTSs. Pedagoga e educadora sexual, Caroline Arcari, diz o contrário e ainda afirma que educação sexual protege crianças e adolescentes de abusos sexuais.
Conclui-se que os valores conservadores da sociedade devem ser mudados perante o problema, já que a conscientização dos jovens visa o bem-estar dos mesmos e não qualquer outra coisa. Além de campanhas e melhorias na educação, o exercício da reflexão da própria sociedade deve ser motivado para que valores culturais não barrem a informação.