O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/01/2021

“A sociedade é necessitante de críticas às suas próprias tradições”. A máxima do filósofo Habermas norteia o atual cenário brasileiro, uma vez que as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) acarretam em diversos problemas para a população. Sendo assim, a banalização das doenças, além da não discussão sobre sexo com os jovens, tornaram-se fatores fundamentais para o aumento do índice de infectados.

Visto isso, o avanço no combate às DST’s gerou um quadro de trivialização no que diz respeito a prevenção. Tendo em vista que o aumento no número de infectados por HIV é o que mais chama a atenção da sociedade, outras doenças acabam sendo deixadas em segundo plano, e, consequentemente, acarretam na ascenção do índice de eivados. Destarte, a banalização de doenças como sífilis e gonorréia aumentam a crença de que essas doenças não são tão contagiosas. Prova disso, a Secretaria de Saúde de São Paulo disponibilizou dados que demonstraram que entre 2012 e 2018, o número de ocorrências de sífilis cresceram 603%, demonstrando, desse modo, que faz-se necessária a presença de uma maior conscientização popular.

Ademais, o tabú no que diz respeito ao diálogo sobre sexo, tornou-se um agente de grande ineficácia ao combate às DSTs. Visto que, o aumento dos índices se dá por conta, também, pela falta de instrução que os jovens não recebem, uma vez que os pais acreditam que a escola é o único responsável pela educação sexual do filho. Por conseguinte, ao não ter o contato com as instruções necessárias, o jovem termina não utilizando o preservativo, ou quando usa, é visando evitar uma gravidez indesejada e não a prevenção de doenças. Confirmando, dessa maneira, que o aumento no número de casos não é por acaso.

Fazem-se necessárias, portanto, medidas capazes de contribuir para a diminuição da contaminação por DSTs entre os jovens. Posto isso, o Ministério da Saúde em consonância ao Ministério da Educação deve disponibilzar, por meio do LOA - Lei Orçamentária Anual-, verbas para as escolas, em que os alunos poderão contar com palestras e eventos que mostrem a importância da prevenção contra todas as ISTs, além disso parte da verba deve ser destinada para o setor da mídia, com propagandas destinadas aos pais demonstrando a importância da educação sexual dentro de casa.