O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/09/2020
Durante o século XVII a população europeia já tinha preocupações com doenças sexuais, como a sifílis, já que o médico Gabriele Falloppio recomendava o uso de saco de linho nas relações sexuais. Hodiernamente, as preocupações com as DST’s no Brasil diminuíram, principalmente entre os jovens, já que é constante o aumento de novos casos, seja pela falta de informações e apoio, ou pela tabu que gira em torno desse assunto. Deste modo, fica evidente que o aumento de DST’s entre os jovens brasileiros é um grande problema social que precisa ser sanado.
Inicialmente, o aparecimento da pílula anticoncepcional na década de 60 ajudou a melhorar o controle da gravidez entre os jovens, por outro lado, fez com que o uso de preservativos caísse drasticamente e assim, estava aberta as portas para as doenças sexuais. Atualmente, a principal preocupação continua sendo sobre a gravides, já que as DST’s tem pouca ou nenhuma atenção midiática, isso faz que as informações sobre essas doenças sejam escassas e muitas vezes perigosas, pelo fato das únicas informações serem encontradas facilmente na internet - uma fonte incredível - facilitando a contaminação. Deste modo, é claro que os perigos das DST’s devem ser considerados durante o ano inteiro, não apenas na época de carnaval.
Ainda, na série televisiva “Sex Education” a escola de Moordale contrata uma educadora sexual para auxiliar os alunos com informações sobre DST’s e educação sexual, mas a mesma econtra diversos problemas em conversar com os alunos - principalmente pelo fato desse assunto ser um grande tabu. Fora da ficção, as escolas brasileiras também encontram problemas ao abordar tais assuntos, sendo que pouco - ou quase nada - é visto nas escolas. Como mostra uma pesquisa realizada pela Uol em 2016 , onde mais de 43% dos jovens entrevistados disseram não usar camisinha durante o sexo, os mesmos não estão cientes dos problemas que podem vir a contrair. Assim, fica claro a necessidade de acabar com esse tabu, para preservar a saúde dos jovens contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Destarte, para que as DST’s nos jovens brasileiros diminuam, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com os sistemas de estudos, desenvolvam um horário especial nas aulas para tratar assuntos de educação sexual - nas aulas de biologia, por exemplo - para que os jovens, assim garantindo uma preparação confiável e de qualidade sobre como se prevenir, evitando que os mesmos fiquem desamparados. Em adição, o Ministério da Saúde deve promover campanhas virtuais nas redes sociais e televisão durante o ano inteiro, não só em fevereiro, para que assim a prevenção seja constante e não apenas momentânea.