O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/11/2020
Na década de 90, o Brasil perdeu Cazuza, cantor e compositor, que ao falecer se tornou um símbolo de resistência na luta contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV), dst, que desde sua descoberta, em 1981, matou mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.Esse panorama, ainda vigente na contemporaneidade, é atestado não só pela falta de conhecimento básico sobre a sexualidade, como pela existência de um tabu social que impede um diálogo aberto sobre o tema.
Constata-se a princípio que, há a ineficiência do Governo em promover a obrigatoriedade da educação sexual em todas as instituições educacionais brasileiras. De acordo com a psicológa e doutora em educação, Mary Neide Figueiró, atualmente menos de 20% das escolas públicas do país tem projetos amplos e contínuos sobre sexualidade. Observam-se por consequência desse cenário de negligência, jovens desinformados acerca das medidas preventivas para iniciar uma vida sexual saudável. Dessa forma, evidencia-se que o conhecimento superficial sobre o assunto pode causar profundos impactos seja na saúde física através das doenças (DST’s), gravidez precoce ou por resultar em enfermidades psíquicas.
Ademais, o Brasil teve um aumento de 21% no número de novas infecções por HIV entre 2010 e 2018 de acordo com a Unaids. Este acréscimo elevado está diretamente atrelado a estigma e discriminação para debater sobre o assunto no ambiente familiar e escolar.Questões culturais, políticas e religiosas ainda são entraves no esclarecimento acerca da sexualidade.A falta de informação culmina na criação de diversos mitos que se perpetuam em comunidades por anos.
Verifica-se ,então, a necessidade de diminuir a taxa de jovens que são contaminados por DST’s no Brasil. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação e saúde incluam a educação sexual na grade curricular nacional, esta adesão deve ser feita por intermédio de minicursos, que instrua os educadores para elucidar em suas aulas e palestras a importância da prevenção e proteção afim de conscientizar os alunos e responsáveis e promover a descontrução de mitos e preconceitos. Dessa forma a sociedade poderá evitar a perda de jovens tão promissores como Cazuza.