O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/10/2020

Desde a idade média, a relação sexual foi considerada um tabu e foi estritamente proibida pela igreja católica de ser realizada fora do casamento. Séculos depois dessas imposições esse ato foi gradativamente se normalizando e, hoje em dia, tornou-se recorrente o número de indivíduos que o praticam na juventude com mais de um parceiro. Junto a essa liberdade houve o aumento de DST’s dessas pessoas, por conta da falta do uso de camisinha e da falta da execução de exames médicos.

Dentro deste contexto, nota-se que os jovens não estão usando preservativos. Um dos métodos de convencimento ao uso desse utensílio era o medo, gerações passadas viram grandes artistas, como Fred Mercury, morrerem de doenças sexualmente transmissíveis; a falta de tratamento e a possibilidade de morte incentivavam os jovens a usarem camisinha. Atualmente esse medo não é tão forte, visto que há tratamento e, em alguns casos, cura para DST’s, devido a isso, adolescentes optam por não utilizar o preservativo, pois mesmo sabendo que é aconselhável, eles não têm compreensão da gravidade desse problema, já que a principal motivação sempre foi o medo e não a conscientização.

Em segundo lugar, percebe-se que esses jovens que têm relações sexuais sem camisinha não fazem exames regularmente. Segundo Mário Ângelo Silva, coordenador do Polo de Prevenção das DST’s da Universidade de Brasília (UnB), uma das causas para o aumento de DST’s é a escassez de exames elaborados, não pela carência de recursos, mas sim pela falta de iniciativa do jovem em realizá-los. As principais razões desse fato são os casos assintomáticos e os casos em que o indivíduo apresenta sintomas tardios, cuja doença já está em um nível avançado. Sendo assim, sem saber que é portador, o jovem acaba transmitindo essas infecções a outros, o que pode acarretar em um crescimento geométrico das doenças sexualmente transmissíveis.

Portando, com base nas questões do aumento de DST’s, observa-se a necessidade de medidas que combatam esse problema. Já que o medo não é mais um impedimento, as escolas, a fim de incentivar os jovens a usarem camisinha, devem criar atividades lúdicas, como jogos e palestras, de conscientização no que diz respeito a educação sexual, a qual deve ocorrer desde cedo, pois quanto mais novo for o aluno, mais fácil será de convencê-lo sobre a importância do preservativo. Ademais, para os jovens que já iniciaram sua vida sexual, o governo federal deve incentivar a realização de exames de DST’s, através de campanhas publicitárias, as quais expliquem sobre a ocorrência de casos assintomáticos e como fazer o exame, que deverão ser veiculadas principalmente nas redes sociais, no intuito de gerar o descobrimento da doença e evitar sua transmissão.   .