O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2020

Segundo a historiografia, no ano de 1981, muitos casos relacionados a falhas no sistema imunológico começaram a ser relatados, até que em 1982, concluiu-se que eles eram causados pela síndrome imunodeficiência adquirida, a aids. Desde então, a luta contra o vírus causador da doença está presente.

No Brasil, o vírus não é algo comentado no dia-a-dia da sociedade, dificultando ainda mais o espalhamento das medidas de prevenções necessárias e a importância dos exames laboratoriais como o Elisa anti-HIV e os testes rápidos que detectam anticorpos contra o HIV.

Dados da Secretaria da Saúde de São Paulo revelam que 43% das jovens grávidas infectadas com idade entre 12 e 19 anos só descobrem que carregam o vírus quando vão fazer o pré-natal. Pode-se afirmar que, só se sabe essa estatística por conta do pré-natal, mas e as outras pessoas contaminadas pelo vírus? Como mulheres que não engravidaram na relação sexual e homens que podem se infectarem durante relações?

O infectologista Ricardo Diaz, fala: “Quanto mais gente faz o teste e detecta o vírus, mais gente procura o tratamento logo no começo. Assim a transmissão diminui, porque ela é sempre proporcional à quantidade de vírus que a pessoa tem no sangue. Se o uso dos remédios tem o sucesso esperado, a carga viral fica indetectável, a infecção diminui e não temos mais novos casos de aids”.

Levando-se em conta o que foi observado, é imprescindível que todos se conscientizem das medidas de prevenções contra as DSTs. O governo deve tomar medidas para espalhar informações sobre as doenças, começando pela educação sexual nas escolas. A grande porcentagem de infectados são os jovens de 15 a 24 anos, a maioria está cursando ou concluindo o ensino médio escolar. Enquanto não tomarem providências para espalharem e orientar as pessoas sobre o vírus, infelizmente se transmitirá cada vez mais, complicando os órgãos da saúde.