O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/10/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão do aumento de DSTs entre jovens brasileiros. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de campanhas de conscientização, quanto do conservadorismo.

Ademais, segundo o sociólogo Alexandre Grangeiro, especializado em Saúde Pública “Há uma grande preocupação com as novas gerações”. Diante de tal contexto, o comportamento do jovens quanto à saúde sexual e a facilidade de encontro sexuais, agravou maiores taxas em DSTs. Nesse sentido, há ausência de uma consciência de prevenção e cuidado, uma vez que essa nova forma de interação, promoveu a ideia de que o sexo casual já não é mais perigoso nos dias atuais.

Faz-se mister, ainda, salientar a resistência de educação sexual em escolas como impulsionador da falta de esclarecimento sobre DSTs entre adolescentes. De acordo com a especialista em aids Wilza VIllela, “Os programas nas escolas ficaram muito esvaziados, porque você não tem uma pressão de política pública para isso.” Dessa forma, esse assunto é visto como um tabu, dificultando o debate entre professores e alunos.

Por conseguinte, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Governo deve intensificar campanhas e implementar programas de educação sexual em escolas. O fito de tal ação é promover uma maior conscientização, garantindo assim um amplo conhecimento acerca desse assunto na sociedade.