O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2020

Pode-se afirmar que as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são consideradas como um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo, e apesar das informações destas doenças circularem livremente, especialmente pelas redes sociais, o jovem brasileiro não se preocupa em se prevenir, prefere acreditar que isso “nunca vai acontecer” com ele.

Em matéria publicada pelo Governo de São Paulo, é possível ver que o número de casos é realmente maior entre os jovens. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids, 35% dos novos casos ocorrem entre os 15 e 24 anos. São dados alarmantes, mas o grande problema é que os jovens continuam negligenciando isso, principalmente quanto ao uso de preservativo.

Devido ao avanço da tecnologia, o jovem começou a se preocupar apenas com gravidez quando fosse fazer sexo, por conta disso, começou a surgir vários métodos contraceptivos para evitar a gravidez, por isso, muitos não se preocuparam mais em usar preservativo, dando brechas para possíveis DSTs ou ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). É como diz Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, infectologista do Hospital Emílio Ribas, “ocorre também a falta de preocupação da população”.

Além disso, desde que a Aids e outras doenças deixaram de ser uma “sentença de morte”, ou seja, que as pessoas podem tomar remédios e conviver com o vírus, os cuidados com prevenção diminuíram, até porque, muitas pessoas contaminadas com alguma DST ou IST, não tem mais sintomas e nem sentem.

Portanto, para reduzir o índice de jovens brasileiros infectados com DSTs ou ISTs, é necessário trabalhar a educação nas escolas, com aulas de educação sexual, além de palestras para os alunos e pais, porque falar sobre sexo ainda é um tabu na sociedade brasileira, não basta ter essas informações apenas nas mídias.