O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/10/2020
Hodiernamente o aumento de DSTs entre jovens brasileiros é polêmico, de tal forma que, o objetivo 3, garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, da agenda mundial dos Objetivos de Desenvolvimento, adotada pela ONU, em setembro de 2015, propõe a erradicação da AIDS, uma das principais infecções sexualmente transmissíveis. Diante disso, é de extrema importância que seja combatida a negligencia, bem como a falta de informação, pois acarretam em sérios problemas presentes na sociedade.
Em primeira instância, convém ressaltar que, segundo o Ministério da Saúde, uma Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas, indica queda no uso regular do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, apenas 56,6% utilizam. Desta forma, com o lançamento das pílulas contraceptivas, em 1960, diminuiu a preocupação de engravidar e, com isso, as camisinhas foram deixadas de lado, sem ser levado em conta as doenças contagiantes. Além disso, muitos acham que herpes, sífilis e clamídia, por exemplo, são de recuperação rápida, sem muitos problemas, porém podem gerar consequências como infertilidade, câncer e até óbito.
Em segundo plano, faz-se necessário o destaque para a falta de educação sexual nas escolas, muitas vezes chamado de orientação sexual, e confundido com a preferência de cada indivíduo, busca orientar e esclarecer dúvidas relacionadas ao conjunto de comportamentos associados ao desejo carnal. Assim sendo, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que a educação sexual está ligada à promoção de direitos humanos, ou seja, direitos das crianças e jovens e o direito que toda pessoa tem à saúde, educação, informação e não discriminação. Ainda assim, o ensinamento no currículo escolar seria necessário pois, apesar da sexualidade ser uma questão natural na vida do ser humano, há a necessidade de direcionar o assunto, visto que muitas famílias ainda tratam como tabu.
Em suma, para superar o óbice vigente e garantir a supremacia dos direitos humanos, o Estado e os demais órgãos responsáveis devem sanar a problemática. Desse modo, a Mídia, como influenciadora, deve promover cada vez mais o uso de preservativos entre jovens, através de campanhas de conscientização, com o objetivo de diminuir os riscos de contágio. Paralelamente, o Governo, associado às Escolas, como primazia de ensino, deve incluir questões de gênero e sexualidade, através de aulas com informações científicas, a fim de informar e prevenir situações indesejadas, como gravidez na adolescência, patologias sexualmente transmissíveis e até experiências traumáticas.