O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2020

A série “Elite” lançada pela Netflix retrata o drama vivido pela personagem Marina que foi diagnosticada como portadora do vírus HIV ainda na adolescência, causando diversos impactos não só na saúde física e mental, mas também nas relações interpessoais da personagem. Evidentemente, o drama vivido pela personagem do seriado é também a realidade de muitos jovens brasileiros, visto que os males das DSTs estão sendo banalizados e as pessoas ainda se descuidam e não se protegem durante as relações sexuais.

A Sífilis, Gonorreia, Candidíase, Hepatites virais e a AIDS são algumas das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no Brasil, todas elas possuem cura, exceto a AIDS, que possuí apenas o tratamento com medicamentos antirretrovirais para impedir a multiplicação do vírus HIV dentro do organismo.

Na década de 80 surgiram os primeiros casos de AIDS e houve também um grande número de casos relacionados às outras DSTs em virtude da falta de informações sobre essas doenças. Nos anos 2000 o número de casos continua a crescer, principalmente entre os jovens que estão iniciando a vida sexual cada vez mais precocemente e, muitas vezes,com mais de um parceiro e não utilizam proteção devido a falta de informações sobre as DSTs ou simplesmente banalizam a doença acreditando que não é nada grave ou que não irá acontecer com eles.

O aumento das DSTs está inteiramente ligada à diminuição do uso de preservativos, muitas vezes devido ao argumento de que a camisinha diminuí o prazer ou simplesmente pela falta de informação. Portanto, é necessário ações para que o número dessas doenças diminua, cabe a OMS promover palestras ministradas por profissionais da saúde, incentivando o uso do preservativo e apresentando os conhecimentos referentes às DSTs, e as escolas devem ter em sua grade curricular aulas sobre educação sexual com o intuito de apresentar aos jovens formas de prevenção à essas doenças.