O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/10/2020
“No início da epidemia de Aids, ao descobrir um soro positivo você praticamente anunciava a morte. O sofrimento era enorme, marcou a população, mas 30 anos depois esse medo se esfarelou”, diz Adele Benzaken, ex-diretora do Ministério da Saúde. Na última década, o número de infecções sexualmente transmissíveis, entre os jovens de 20 a 29 anos, aumentou consideravelmente. Tal fato relaciona-se a extinção do medo provocado pelas doenças e ao baixo índice de realização de exames médicos para detectá-las.
Em primeira análise, faz-se necessário evidenciar os paradigmas da sociedade brasileira ao falar sobre relações sexuais, como consequência do enraizamento dos ideais cristãos impostos desde a colonização do país. A falta do debate ocasiona na ignorância a respeito dos riscos existentes na realização do ato sexual sem o preservativo. Sendo assim, o jovem desvaloriza a importância de se prevenir e desconhece os impactos negativos que uma infeção pode causar.
Em segunda análise, destaca-se o tacanho número de efetuação de exames médicos detectores de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo pesquisa publicada pelo Ministério da Saúde, em 2016, apenas 25,2% dos jovens, entre 15 e 24 anos que possuem a vida sexual ativa, já fizeram o teste de HIV. Portanto, a proliferação é ainda mais intensificada, uma vez que o portador da doença pode ser assintomático e, não sabendo da possível existência do vírus, se relacionará sem prevenção com outras pessoas.
Em síntese, torna-se mister a mudança de conduta para melhorar a problemática vigente. Desse modo, o Ministério da Saúde, por meio das grandes mídias sociais, deve realizar a modernização das campanhas publicitárias que fortalecem a importância de se examinar e se precaver. Além disso, juntamente com o Ministério da Educação, deve promover atividades escolares que visam a conscientização sexual, a fim de amenizar o número de infecções.