O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/10/2020

Nos últimos anos, tem sido mais do que o normal, motivo de grande preocupação entre médicos e pesquisadores em relação ao aumento excessivo de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) no Brasil, doenças essas que são transmitidas pelo ato sexual sem prevenção e que estão se fazendo cada vez mais presente na realidade de muitos brasileiros. Atualmente, é um problema de saúde pública muito grave no Brasil, principalmente entre os jovens, que estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo, não tendo assim conhecimento sobre o assunto, estando totalmente vulneráveis e expostos a essas doenças que podem acabar com muitas vidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem infecções sexualmente transmissíveis (DSTs) curáveis todos os dias, isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“Nos últimos quatro anos o aumento dessas doenças tem sido assustador, principalmente em relação à sífilis, que é uma doença fácil de tratar. Mas está faltando diagnóstico e tratamentos adequados.”, destaca o ginecologista José Eleutério Júnior, presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

A (FEBRASGO) ressalta também, o aumento de outra (DST), consideravelmente uma das mais perigosas, à Aids, que tem o seu índice de contágio dobrado entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 na última década. Em 2016, cerca de 827 mil pessoas viviam com o HIV no País. Aproximadamente 112 mil brasileiros têm o vírus, mas não o sabem.

Em suma, nota-se que os casos de (DSTs) aumentaram devido a vida sexual dos jovens se iniciarem cada vez mais cedo, sem nenhuma orientação ou conhecimento do seu próprio corpo, deixando-os assim vulneráveis a essas doenças. Logo, se faz necessário a inserção das aulas de educação sexual nas escolas, para que desde cedo, sejam devidamente ensinados sobre os riscos e prevenções necessários ao iniciar uma vida sexual e também ensinando sobre o respeito ao seu próprio corpo e ao corpo do outro, podendo influenciar também, na diminuição dos casos de abusos sexuais infantis, cometidos por parentes próximos e conhecidos, que também vem aumentando cada vez mais no Brasil.