O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/10/2020

O filme “Clube de compras Dallas”, narra a história de Ron Woodoof, um norte-americano, heterossexual, diagnosticado com AIDS na década de 1980, período em que a epidemia do vírus HIV estava em seu auge. Nessa época, pouco se sabia sobre a doença e as pessoas portadoras do vírus HIV sofriam constantes preconceitos e discriminações. No entanto, apesar de ter se passado 40 anos após o pico de contágio desta afecção, o principal obstáculo a ser superado no combate às DSTs entre os jovens brasileiros é a desinformação.

Considerando que sexo e sexualidade ainda são alvo de um tabu gigantesco no Brasil, graças a sua formação histórica religiosa muito forte, a maioria dos jovens apesar de saberem sobre a importância do uso da camisinha não têm conhecimento sobre a gravidade das DSTs e de seus sintomas. É importante destacar também a ausência da atuação do Estado, visto que o Ministério da Saúde comete sazonalidade ou realiza campanhas sobre prevenção utilizando um modelo ultrapassado, sendo eles por meio de rádio ou TV que são meios de comunicações não tão utilizados pelos jovens, sendo assim, as redes sociais talvez sejam o caminho para combater a desinformação sobre as DSTs.

DSTs como sífilis, gonorréia ou AIDS podem causar impactos na saúde de adultos ou crianças, levando a sérios efeitos crônicos que incluem doenças neurológicas e cardiovasculares, pode causar infertilidade, risco de aborto ou até mesmo risco de vida, afetando diretamente o sistema de saúde brasileira, acarretando em gastos públicos á longo prazo.

Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, deve propor a modernização das campanhas de prevenção através das redes sociais e incluir a matéria de “Educação Sexual” nas escolas de todo o país, por meio de um projeto de lei entregue á Câmara dos Deputados. Espera-se, com essa ação combater a desinformação sobre ás