O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/10/2020
A enfermidade da desinformação
No século XVI a primeira epidemia de DST, a sífilis, foi considerada castigo divino por pecados. “As chuvas que caíram em todos os países atingidos naquela época foram tão abundantes que a terra foi contaminada com água estagnada, e não foi surpresa que a doença tivesse se apresentado” registrou um professor de medicina da época.
Nesse contexto, as mulheres eram consideradas as responsáveis por transmitir a doença. Eram “elas” que faziam os pobres homens caírem em tentação, ao estilo do casal bíblico Adão e Eva. O estigma também afetava as crianças cujo seus pais estavam infectados, pois era considerada uma doença hereditária. Gerações inteiras foram todas como malditas. Porém todos corriam risco de se contaminar tanto nos bordéis, mas como também nos castelos. Assim, não escolhendo gênero e muito menos raça.
“Eu pensei que a sífilis era algo da Idade Média, que havia desaparecido e que não era algo que poderia ocorrer nos tempos modernos” Diz Gavin, jovem britânico que descobriu ter a doença. Nos tempos atuais infelizmente é um tabu falar sobre DST e procurar informações com um médico ou nos veículos de comunicações. Mas a ignorância é a pior enfermidade que se pode ter, na atualidade há campanhas onde dão as recomendações corretas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que haja no mundo, anualmente 5,6 milhões de infecções por sífilis; aumento no Brasil foi de quase 30% entre 2015 e 2016. Então não é “algo da Idade Média”, em conjunto com a desinformação sempre estará na sociedade.
Concluímos assim que usar a proteção na hora da relação é de extrema importância e indispensável, como também ir fazer exames regularmente e ter entendimento sobre o assunto. O governo entretanto poderia incluir outras campanhas sobre DST nas escolas, para demonstrar que doenças não “desaparecem”.