O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/10/2020

Segundo o Ministério da Saúde, seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos fizeram sexo sem preservativo no ano de 2015. Esse número mostra a necessidade de combater o aumento de ISTs entre os jovens brasileiros. Dessa forma, por falta de discussões e de educação sexual, é fundamental que o problema seja revertido.

Em primeira instância, o silenciamento é uma causa reprimida do problema. Segundo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que a estrutura seja mantida. Diante disso, ocorre uma falta de comunicação entre os jovens e pessoas competentes sobre o tema, seja por vergonha, medo, falta de abertura para comunicação e até mesmo por tabu, que aumenta a dificuldade para a resolução do problema.

Outro fator existente é a falta de educação sexual. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SPB), afirma que a única forma de combater as ISTs e a gravidez na adolescência é com o amplo acesso à educação e a à informação, junto com serviços de saúde qualificada . Isto mostra a eficácia da educação entre essa população, que muitas vezes não tem acesso a informação dentro de casa e nem em instituições de saúde ou educacional. Visto isso, verifica-se que as autoridades competentes não têm cumprido com a seu papel no sentido de reverter o problema.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação, por meio de analises verifique onde há maior incidência de ISTs, e integre na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aulas de educação sexual adequada para cada faixa etária com profissionais qualificado, afim de que haja maior comunicação e conhecimento, transformando o ambiente escolar um lugar seguro para a juventude. A partir disso poderá se consolidar um país melhor.