O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/10/2020

A falta de conhecimento está prejudicando à saúde dos jovens brasileiros. O fato de que, o uso do preservativo além de ser contraceptivo é o único meio para se prevenir contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), é irrelevante para a nossa juventude.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016 houve mais de 376 milhões de novas infecções de clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase. Esse número é praticamente o mesmo de 2012, o que mostra uma estagnação na redução da transmissão de DSTs. De acordo com dados mais recentes em 2019, a cada dia são registrados no mundo mais de 1 milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis, enfatizando a importância da educação sexual e o uso de preservativo para a redução dos casos.

O motivo mais plausível para o aumento de casos no Brasil e a falta de conhecimento e interesse dos jovens sobre o assunto. Para a ginecologista e obstetra Albertina Duarte Takiuti, “A deseducação sexual já está em todos os lugares. Os adolescentes falam sozinhos sobre a sexualidade que faz parte do plano da vida. A educação sexual é papel da família, da escola, do Estado e das políticas públicas”, afirma a coordenadora do programa Saúde do Adolescente.

Portanto cabe ao governo definir a abordagem da educação sexual nas escolas, e investir em mais campanhas socias para meios de conscientização; e também a distribuição de medicamentos gratuitos para o tratamento de tais doenças, com o intuito de diminuir os números de casos de DSTs entre os jovens brasileiros.