O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/10/2020

Mesmo que as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) estejam presentes na humanidade desde tempos paleolíticos, como demonstra as figuras na caverna francesa Cambarelles, o número de jovens infectados cresce a cada ano no Brasil. Por certo, o desenvolvimento sexual prematuro juntamente com a banalização do preservativo são fatores que contribuem para esse aumento.

O estranhamento da população mais jovem para com a saúde sexual é consequência da ausência de informações relevantes sobre o tema, ao passo que há relutância por parte do Estado em oferecer aulas de educação sexual para alunos do ensino básico, mesmo que haja altas taxas de adolescentes não só com DSTs, mas também grávidas. Em 2012, o Ministério da Saúde levantou que em torno de 10 milhões de brasileiros tiveram sintomas, dentre esses: coceira, lesões e corrimento nos órgãos genitais. No entanto, apenas 24,3% do homens e 22,5% das mulheres procuraram o serviço fornecido pelo SUS.

Ademais, o rápido desenvolvimento sexual é um fator influenciado pelo meio social, através de letra de músicas, filmes, videoclipes e mídias sociais. Tal característica é evidente em letras musicais do ritmo “funk”, onde não há restrição de idade, porém contém incitação sexual explicita. De modo que, além estimular as relações sexuais com menores de idade, também banaliza o uso de preservativo, como é visto na canção do Mc Denny e Mc Master, da qual manifesta o desejo de ter relações sexuais com diversas mulheres, independente da etnia e idade, e a indiferença para o uso de preservativos.

Em suma, é evidente que para reduzir o número de jovens diagnosticados é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Cultura crie medidas que incitem o debate sobre o tema em instituições a fim de conscientizar os jovens. Em adição, deve haver leis que barrem o consumo de mídias sexualmente explicitas por menores de idade, para que estes tenham informações que agreguem em sua vidas sexuais.