O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 08/10/2020
Antigamente quando tudo era mais difícil, em que o conhecimento sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) era muito baixo, o índice de acontecimentos era menor do que nos dias atuais entre os jovens brasileiros. Hoje em dia, no qual os indivíduos tem conhecimento sobre o assunto e possuem métodos para evitar tais doenças, o número de infectados por DST’s é alarmante.
Segundo os dados do Ministério da Saúde (MS), em 2016, foram notificados em todo o Brasil mais de 87 mil casos de sífilis, que é uma das principais DST’s, no qual corresponde aproximadamente a 6,5 casos por 100 mil habitantes. No livro “Depois daquela viagem” relata a historia de uma jovem de 16 anos chamada “Valéria”, que após optar por ter relação sexual sem proteção, desinformada sobre os perigos da doença, descobriu que era portadora do vírus da Aids. Uma das determinantes causas do aumento de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente nos jovens, é a falta de proteção nos atos sexuais, por duvidarem da gravidade dessas doenças, ou até mesmo por algumas infecções não apresentarem sintomas visíveis, e acabam não usando proteção sem saber que já está infectado.
Outrossim, a vulgarização do assunto entre jovens está cada vez mais presente, relacionado á certeza que muitos têm de que nunca vão contrair uma infecção sexualmente transmissível, na medida em que a sociedade, por décadas, relacionava as DST’s à pessoas promíscuas, o que é totalmente um errôneo. Além disso como os jovens de hoje em dia crescem em um época em que a Aids não mata como antigamente, devido ao desenvolvimento de melhores tratamentos, criou-se um sentimento de segurança em relação á contração de tais infecções. Infelizmente a sociedade ainda é preconceituosa quando o tema é sexo, esse tabu imposto influencia diretamente no modo como os pais tratam o assunto com os filhos; a educação tem duas vertentes essenciais: a familiar e a escolar. No entanto, a partir do momento que essas instituições sociais não realizam um diálogo aberto, cria-se um déficit educacional.
Tendo em vista, medidas são necessárias para resolver a problemática; para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve dispor de campanhas relacionadas à realidade da nova geração, dispondo de propagandas nas redes sociais, que exponham os danos que as doenças causam, na intenção de criar nas pessoas uma maior responsabilidade para com o uso de preservativos. Ademais, a família e a escola como os principais agentes interventor, devem instruir os jovens sobre a Educação Sexual com o objetivo de alertar desde cedo sobre os perigos das infecções sexualmente transmissíveis e garantir uma futura geração com mais saúde.