O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/11/2020

O Poeta Italiano Girolamo Fracastoro criou o personagem “Syphilis”, em 1530, mas não imaginava que emprestaria seu nome para uma doença infecciona, segundo relatos, trazida pelas caravelas de Cristóvão Colombo. Quase 500 anos depois, o número de casos de infecções sexualmente transmissíveis (Ist’s), como a sífilis, tem aumentado, devido as lacunas na educação sexual dos jovens, e volta a ser motivo de preocupação devido suas consequências alarmantes.

À priori, a falta de orientação dos pais com os filhos acerca dessa problemática é um dos principais contribuintes para o aumento no número de casos de jovens com Ist’s. Nesse diapasão, a ausência de diálogo em casa sobre a temática sexual, muitas vezes, é vista pelos pais como um “sinal verde” para a iniciação sexual dos filhos, e isso acarreta na busca desses jovens por informações em outros meios, como a internet. Desse modo, isso pode resultar na absorção de conteúdo duvidoso e, consequentemente, no surgimento de jovens cada vez menos preparados e mais propensos a contraírem essas doenças.

Ademais, essas doenças sexualmente transmissíveis podem trazer inúmeras consequências para a saúde da população. Apesar do  progresso da medicina na cura dessas infecções, como o HIV, os microrganismos dessas enfermidades estão cada vez mais resistentes aos tratamentos, e são responsáveis por casos de infertilidade, aumento no número de natimortos e gravidez ectópica, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Em suma, está claro que o elevado índice de Dst’s entre os jovens tornou-se um problema público. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Saúde, principal competência que rege os investimentos nesse setor, na propagação de campanhas durante todo o ano, por meio de panfletos, folders, mídias virtuais e no âmbito escolar, a fim de instruir os jovens sobre a importância da orientação sexual e uso de preservativos, para que a “Syphilis” seja apenas um poema.