O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 08/10/2020
Como a homofobia alimenta o aumento nos casos de Aids no Brasil? Um dos grandes esteios do crescimento nos números de infectados sexualmente é o preconceito contra os homossexuais. Em todo o país constata-se que a quantidade de jovens que contraem infecções e doenças durante uma relação sexual tem subido de forma rápida e drástica. Nesta redação será explicado como a desinformação e os estigmas sociais servem de combustível para a explosão da epidemia de Aids em território brasileiro.
Circula na sociedade brasileira um mito de bases homofóbicas que contribui para a falta de cuidado dos jovens nas relações sexuais. Grande parte das pessoas sexualmente ativas acreditam, erroneamente, que apenas os homossexuais contraem a Aids. Essa ideia foi desmistificada há tempo, pois todos os cidadãos sexualmente ativos estão expostos ao perigo de contaminação. Entretanto, por pensar que estão fora de perigo por estarem em uma relação heterossexual, muitas pessoas entre quinze e vinte e quatro anos contraem diversas infecções ou doenças sexualmente transmissíveis. O estereótipo fez com que o uso de contraceptivos fosse considerado menos importante entre os de opção sexual heteroafetiva.
Um bom exemplo deste fato é o filme Clube de Compras Dallas de 2013, dirigido por Jean-Marc Vallée. O longa-metragem retrata um homem que nega o diagnóstico positivo para o vírus HIV, pois pensa que a doença está relacionada à homossexualidade. Esse exemplo está longe de ser apenas acontecimento do universo cinematográfico, é uma realidade. Muitas pessoas, devido a ideais homofóbicos, não sabem que são portadores da Aids ou ignoram a existência do vírus. Vale ressaltar que muitas pessoas podem ser portadores assintomáticos do HIV, sendo assim capazes de transmitir para outras pessoas sem saber. Também, uma mãe que testou positivo ao vírus pode infectar o feto em seu ventre.
Por conseguinte, percebe-se que apenas as propagandas de contracepção não são suficientes. Faz-se necessário que O Ministério da Educação promova nas escolas rodas de conversa, aulas, atividades de pesquisa sobre as DSTs e relações sexuais seguras, buscando destacar que a contração de doenças independe da opção sexual do indivíduo. Assim, uma geração de jovens em idade escolar terá acesso à informação neutral e confiável, diminuindo a quantidade de adultos com pensamentos preconceituosos que afetam não só a si mesmos como aos outros também.