O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/10/2020

No filme “Clube de Compras Dallas”, conta-se a história  do personagem Ron Woodroof, que é diagnosticado como soro positivo, e ,desde então tem de lutar para sobreviver e enfrentar todas as dificuldades que ser um portador de uma doença sexualmente transmissível (DST) traz. Fora da ficção, as DST’s ainda são um impasse e têm aumentado significativamente, principalmente entre os jovens brasileiros. Nesse âmbito, deve-se deixar explícito que a alta taxa de crescimento se dá através dos tabus impostos e a falta de informação sobre o assunto.

Em primeiro lugar, é indubitável que falar sobre sexo ainda é um tabu imposto pela sociedade e que tal estigma contribui para o aumento de infectados. Uma vez que,  não se pode falar sobre um assunto abertamente, o mesmo se torna algo distante e  tomado pelo senso comum. Dessa forma, evitar conversas sobre os riscos de ter uma relação sexual desprotegida, só desperta a irresponsabilidade e achismos sobre o tema.

Por conseguinte, as escolas sofrem com uma defasagem no ensino de educação sexual, já que lecionar esse tipo de assunto é visto com maus olhos pela sociedade. No entanto, é justamente a falta de diálogo com jovens, no meio escolar, sobre a importância do sexo seguro, que os mesmos contraem mais doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, segundo pesquisas, dentre a porcentagem de adolescentes contaminados, a maioria é composta por pessoas de classes mais baixas, periféricas entre outras minorias. Ou seja, aqueles que possuem menor acesso à informação.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Logo, para que as transmissões de DST’s entre jovens diminua, urge que o ministério da educação, junto ao SUS, faça campanhas de conscientização e promova aulas de educação sexual nas escolas públicas. De modo que, levem conhecimento e responsabilidade, para que histórias, assim como a de Ron Woodroof parem de acontecer.