O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/10/2020
Os preservativos desde sua criação, sempre foram o grande aliado contra a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis. Este produto ao longo dos anos sofreu diversas alterações, desde sua confecção que passou do processo artesanal ao industrial, até sua principal matéria prima, de peles de animais para materiais sintéticos de maior qualidade. Contudo, mesmo após as melhorias, tanto no produto quanto o acesso a informações que alertam sobre a prevensão de DST’s, enfrentamos um crescente número de jovens contaminados com tais doenças.
Segundo o Artigo 196 do nosso código penal, saúde é um direito de todos e um dever do estado, uma vez que, o mesmo é detentor de grande acesso a verbas que podem ser direcionadas a esse propósito. Todavia, mesmo destinando recursos ao tratamento e conscientização às doenças sexualmente transmissíveis, a desinformação e desinteresse dos jovens acerca do problema apenas cresce, contribuindo cada vez mais com o aumento na incidência de casos de jovens portadores de DST’s.
Somando a isso, segundo dados coletados de um estudo feito pela UOL em 2013, 6 a cada 10 jovens brasileiros praticou sexo sem uso de preservativo naquele ano, tornando evidente a ineficácia do governo ao tratar desses assuntos nas escolas e em programas de conscientização direcionados a esse público. Haja vista que, o jovem que contrai alguma das diversas doenças, seus danos podem variar de físicos até sociais, pois além do tratamento dessa doenças, que no caso da HIV, se dá ao longo de toda a vida, pode haver também uma exclusão social proporcionada pelos mitos que são gerados por conta da desinformação.
Diante desse quadro, é de competência do Ministério da Saúde, a adequação das campanhas de prevenção de DST’s ao público jovem, por meio do uso de linguagem específica e uso das redes sociais, com objetivo de se aproximar mais desse público e atingir de fato oque se espera dessas camapanhas, reduzindo significamente a incidência desses casos e evitando maiores gastos no futuro com tratamento de infectados.