O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/10/2020
AIDS, sífilis, gonorreia. Essas são as principais DSTs, doenças sexualmente transmissíveis, que acometem a população jovem brasileira. Após extensas políticas de prevenção realizadas pelo Estado para combater a epidemia de AIDS durante a década de 1980, a doença deixou de ser temida pelos jovens, que se tornaram menos preocupados com sua saúde sexual na última década.
A banalização das DSTs é, em um primeiro momento, contra-intuitiva ao considerar o surto ocorrido principalmente no Brasil e nos Estados Unidos e a quantidade de mortes ocorridas. No entanto, é possível reparar uma ineficiência do governo brasileiro em manter as campanhas de conscientização, agora focadas somente no período de carnaval, que possui de fama de incentivar a relação sexual. Além disso, o tema também é de especial dificuldade no Brasil por ser considerado um tabu: não é comum a discussão sobre a importância do sexo seguro.
Esses fatores levam ao que se observa no país atualmente, um aumento no número de casos de diversas DSTs. Individualmente, isso pode gerar diversos danos físicos, através de uma maior vulnerabilidade a outros tipos de doenças e infecções, e psicológicos, pois a pessoa infectada sofre muito preconceito do resto da população, principalmente devido à desinformação. Já na esfera coletiva, o grande número de casos de DSTs leva a um aumento na pressão sobre o sistema de saúde público, que deve oferecer tratamento para todos e, no caso da AIDS, pelo resto da vida da pessoa.
É evidente, portanto, que o Ministério da Saúde realize mais campanhas de conscientização voltadas para o público jovem, através de meios e linguagem que são comuns a essa parcela da população, como parcerias com influenciadores digitais, por exemplo. Além disso, o Ministério da Educação deveria aprofundar mais as aulas de educação sexual nas escolas, para garantir que toda a informação chegue aos jovens.