O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 18/10/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. Nesse contexto, fora das ciências da natureza é possível notar essa desordem no que concerne ao número ascendente de jovens infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no Brasil. Nessa perspectiva, evidencia-se a configuração de uma problemática, em virtude da imprudência social e da ausência de instruções para a prática de sexo seguro.
Antes de tudo, a irresponsabilidade da população para com essa questão é notória e preocupante. Assim sendo, o filósofo francês Jean-Paul Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois ele seria livre e responsável. No entanto, observa-se a negligência dos indivíduos no que diz respeito à prevenção de DSTs, porque, muitas vezes, a população mais jovem não utiliza preservativos, nem se atenta para outras formas de prevenção comas vacinas de HPV e hepatite B, além de tratamentos como a Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP).
Ademais, a ausência de educação sexual destinada à juventude é evidente e alarmante. Assim, de acordo com a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), a educação sexual está relacionada à promoção de direitos humanos. Desse modo, fica claro que a implementação dessa didática no cotidiano dos jovens poderia auxiliar na queda dessas taxas, visto que conscientes de todos os malefícios dessas infecções e das formas de prevenção e tratamento os jovens poderiam refletir sobre suas ações e não realizar o ato sexual de forma indiscriminada.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para amenizarem o quadro atual. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, juntamente ao apoio de entidades escolares, deve, por meio de verbas públicas, incluir na grade escolar aulas de educação sexual, nessas aulas seriam abordados assuntos como os sintomas das DSTs, a forma adequada de usar preservativos, em adição ao incentivo à testagem frequente, bem como assistência psicológica para os alunos portadores dessas enfermidades e, a partir disso, os educandos passariam os conhecimentos adquiridos a seus responsáveis e abrangeriam mais setores socias. Em síntese, mediantes essas ações, essas taxas de contágio poderiam começar a decair na nação brasileira.