O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/10/2020
De acordo com o artigo 196, da constituição federal, saúde é um direito de todos e um dever do estado. Porém, na prática, essa garantia é deturpada, visto que o número de DSTs - Doença Sexualmente Transmissível - e ISTs - Infecção Sexualmente Transmissível - vêm aumentando cada vez mais entre os jovens brasileiros. Esse cenário nefasto ocorre não só pela irresponsabilidade dos indivíduos sexualmente ativos, mas também pela falta de educação sexual dentro de casa e nas escolas.
Em primeiro lugar, vale destacar que a preocupação com a saúde sexual não é exclusiva dos dias de hoje. Durante a década de 1980, por exemplo, o mundo foi assombrado pela então pouco conhecida AIDS - doença crônica sexualmente transmissível causada pelo vírus HIV -, que infectou milhões de pessoas principalmente por causa da falta de informação difundida na época. Hodiernamente, no entanto, os jovens brasileiros têm acesso a veículos midiáticos recheados de informações referentes a essas doenças, porém, a falta da difusão dessas informações faz com que esses indivíduos se preocupem mais em evitar gravidezes indesejadas - utilizando a conveniente pílula anticoncepcional - do que com as enfermidades que o ato sem a proteção de um preservativo pode trazer.
Ademais, vale salientar que o sexo vêm sendo demonizado pela igreja católica desde os primeiros séculos de sua existência, influenciando seus seguidores até os dias de hoje, que tratam o assunto como um tabu. Tal linha de pensamento impede as famílias e escolas consideradas conservadoras a investirem em uma educação sexual eficiente, criando massas de pessoas leigas no assunto e mais propícias a contraírem essas doenças que assolam a população brasileira.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve investir na criação de disciplinas nas escolas referentes a educação sexual que discutam as diferentes formas de se proteger das DSTs e ISTs, além da cooperação de ONGs para promover cursos com o mesmo propósito para aqueles já formados. Dessa forma, será possível mudar o cenário atual brasileiro, garantindo uma sociedade mais saudável e preventiva, assim como a constituição garante.